Arte na Rua em abril tem blues, samba, afro e MPB

O tradicional projeto musical Arte na Rua, que retornou presencialmente no mês de março deste ano, vem apresentando diversos artistas de Niterói em locais distintos: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (Campo de São Bento), Horto do Fonseca, Horto do Barreto e Rolerzão (Praia de Piratininga). A programação é gratuita e segue, nesta segunda etapa, durante os fins de semana, com os talentos musicais da cidade. Neste sábado, dia 2 de abril, o projeto recebe o show da banda All Blues, no Centro Cultural Paschoal – no Campo de São Bento –, às 11h; e também apresenta o show de Karina Pontes e Daniel Cahon, no Horto do Fonseca, às 16h.

All Blues / Divulgação

No domingo (3/4), às 13h, é a vez da cantora Adriana Dutra mostrar sua música, no Horto do Barreto; e às 18h, Daniel Scisinio se apresenta, em Piratininga, no Rolerzão.


Na semana seguinte, sábado (9/4), Marcos Lima promete animar o público presente, às 11h, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno; e, às 16h, no Horto do Fonseca, o cantor e compositor Renato Rocketh, ex-integrante da banda de Cazuza e compositor do hit de Marina Lima, ‘Uma Noite e Meia’, é quem alegra o público do Arte na Rua. Fechando a programação da segunda semana do mês, o músico André Jamaica se apresenta, no domingo (10/4), às 13h, no Horto do Barreto.


Diálogo musical


O projeto mostra o quanto a cultura influencia no desenvolvimento da cidade e da população, por meio da ocupação dos territórios públicos, com apresentações gratuitas em diferentes linguagens.


O Arte na Rua afirma o potencial criativo da cidade e valoriza a ocupação dos territórios públicos por todas as faixas etárias. “Partindo do princípio que as ruas são livres para as manifestações artísticas, o Arte na Rua está de volta para promover apresentações gratuitas de diferentes linguagens artísticas em vias e espaços públicos, estabelecendo um diálogo direto entre artistas e cidadãos”, afirma Marcos Sabino, Presidente da Fundação de Arte de Niterói.


Em nove anos de atuação, o projeto já passou por diversos bairros, percorrendo de norte a sul o território niteroiense. Foram contempladas mais de quatro mil apresentações, distribuídas entre música, teatro, dança, circo, arte-educação, entre outras.


Mesmo durante a pandemia da covid-19, no ano de 2020, o Arte na Rua esteve presente nas redes da Cultura Niterói com lives semanais. Desta forma, além de produzir um conteúdo de altíssima qualidade para o público em isolamento, os grupos e bandas conseguiram se reunir para uma apresentação única em tempos tão necessários.


Sobre os artistas


- All Blues


Com apresentações marcantes e presença constante na cena do Blues em Niterói, a All Blues Band se mantém firme na criação de novos projetos para o futuro, e já retorna aos palcos. Na estrada desde a década de noventa, participou de inúmeros festivais de Blues, onde pôde mostrar o seu som, conquistando o público e ganhando seguidores que o acompanham até hoje. ’The Blues From Rock To Jazz’, título do primeiro álbum da banda, sugere as influências de outros gêneros musicais que atuam no Blues de forma marcante, sentidos nos solos inspirados e na forte pegada rítmica, que já é a marca registrada da banda. No repertório, além de músicas autorais, nomes como Albert King, Eric Clapton, Albert Collins, Robert Cray, Robben Ford, Stevie Ray Vaughan e B.B.King, são interpretados com muito feeling, nos shows da All Blues Band.


Formação:


Glauco Prunes - voz

Ricardo Andrade - guitarra

Rômulo Nóbrega - gaita

Juliano Cândido - baixo

Yuri Siqueira - bateria


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- Karina Pontes e Daniel Cahon


Karina Pontes é compositora e percussionista. Dona de uma voz grave e imponente, apresenta ao seu público um trabalho permeado pela música brasileira em suas múltiplas facetas. Com grande experiência, há mais de 18 anos fazendo shows em eventos e casas noturnas, Karina possui um vasto e eclético repertório com mais de 2000 músicas de diversos estilos, como samba, baião, xote, MPB, rock nacional e outros. Foi influenciada e estimulada por seu irmão mais velho, o violonista e cantor Rodrigo Chaudon. Em 2010, forma a banda Onda Livre.


Após a substituição de alguns integrantes o grupo muda de nome e passa a se chamar Banda ManoEla. Em 2012, o grupo lança o álbum ‘De onde eu venho’, pelo selo Niterói Discos, onde ganha uma projeção maior resultando em apresentações marcantes como abertura do show do Lenine, na Praia de Itaipu; abertura do festival Água na Boca do Jornal O Globo e a apresentação do show ManoEla Canta e Conta Niterói, no Theatro Municipal.


Em 2018, a banda ganha uma Moção Honrosa da Câmara dos Vereadores de Niterói por representação da cidade no meio musical. Em 2019, Karina dá início à sua carreira solo. Atualmente, em parceria com o produtor musical e instrumentista Daniel Cahon, tem reformulado e reforçado a concepção e identidade de seus múltiplos projetos. Também está em fase de pré-produção de um álbum com músicas inéditas de sua autoria e de compositores parceiros.

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- Adriana Dutra


A cantora Adriana Dutra, natural de Niterói, começou cantando em igrejas aos 7 anos, junto a um coral onde faziam apresentações dominicais. Entre os 14 e 17 anos, iniciou sua carreira como cantora. Hoje se destaca nas rodas de samba pelo Rio de Janeiro, fazendo do samba seu gênero musical. Entre suas características, possui forte ligação com o público nos sambas de roda, com sua interpretação e alto astral. Apesar de ser bem eclética em seu repertório, o samba reggae do início ao fim.


Hoje, está à frente do seu projeto ‘Nega de Crioulo’, que surgiu em 2016 e vem acompanhando até hoje nas rodas de samba. Seu repertório varia dos grandes nomes do samba dos anos 60 como Ary Barroso, Nelson Cavaquinho, Aluísio Machado, Cartola, Zé Keti, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Roberto Ribeiro, Bezerra da Silva, Jovelina Pérola Negra, Silas de Oliveira às grandes da atualidade, Mariene de Castro, Maria Rita, Roberta Sá e Diogo Nogueira, entre outros.


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- Daniel Scisinio


Cantor, músico e compositor. Faz parte há 11 anos do grupo de músicos do Centro Cultural Candongueiro, tocando cavaquinho e cantando nas rodas de samba e choro quinzenais, acompanhando vários artistas da música popular brasileira naquele local como: Ney Lopes, Beth Carvalho, Velha guarda da Portela, Décio Carvalho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, entre outros. Participou de um filme documentário sobre choro (produção internacional), intitulado “Brasileirinho”, lançado em 2005.


Ainda, como cavaquinista, acompanhou os artistas Luis Carlos da Vila, Mauro Diniz e Dorina, no show intitulado “Suburbanistas”, que se apresentou no Rio de Janeiro. Também acompanhou Teresa Cristina e Wilson Moreira no programa Sarau apresentado por Chico Pinheiro, na Globo News, e realizou o lançamento do CD Entidades de Wilson Moreira na TV Educativa, e em casas de shows e teatros. Em 2011, foi um dos finalistas do III Concurso de Samba de Quadra patrocinado pela Rede Globo de Televisão com o samba intitulado ‘Velha guarda’, de autoria de Zé Katimba, Hilton do Candongueiro e Daniel Scisinio. Foi atração principal de shows e fez participações com grandes músicos.

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- Marcus Lima


Cantor, compositor e violonista carioca, nos idos dos anos 90, ao se despedir da carreira profissional de jogador de futebol em Lages (SC), retornou a sua cidade de origem e passou a mostrar sua arte e suas habilidades em diversas casas de shows na cidade, tendo a oportunidade de conhecer grandes músicos e compositores. Aos poucos, desenvolveu a sua arte de compor imprimindo sua própria assinatura nas melodias e letras, iniciando, no ano de 1997, sua trajetória nos Festivais de Música pelo país, com a sua primeira vitória em Bauru (SP) no FEMPOP – Festival de Música Popular.


Depois deste que foi o pioneiro, o compositor venceu mais oito Festivais, participou como finalista entre outros tantos, foi indicado aos Prêmios IBM e TIM de Música com seu segundo CD ‘Quem Canta’, foi vice-campeão do São Paulo Exposamba e, representando a cidade de Niterói, como único samba classificado para a final, venceu o Concurso ‘Lefê de Samba’, que foi realizado dentro da Feira Carioca de Samba no Rio de Janeiro, com seu já popular samba ‘Seu Damião’. Na pandemia, o artista aproveitou e se aprofundou em novas canções e desde então entrou em estúdio para a gravação de novo álbum que permeará as comemorações de 25 anos de carreira, no segundo semestre desse ano.

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- Renato Rocketh


Cantor, compositor e baixista, nasceu em uma família de músicos e iniciou a carreira artística ainda na adolescência. Foi influenciado pelo irmão mais velho, Paulinho Rocketh, guitarrista que integrava a banda Vitória Régia, de Tim Maia. Renato, aos 12 anos de idade, decidiu o que seria para o resto de sua vida: tornar-se um baixista. Ainda na adolescência, fez parte da banda do cantor Marcelo, participando de uma temporada com Jim Capaldi, da banda Traffic. Foi baixista da banda do cantor Byafra por 7 anos, onde excursionou por todo o Brasil. Aos 23 anos, entrou para a banda ‘Põe Pra Fora’, exclusiva da cantora Marina Lima. Com Marina, Renato teve a oportunidade de se lançar como compositor e cantor.


A música ‘Uma Noite e Meia’, de sua autoria, gravada no álbum Virgem, com participação de Renato nos vocais, alcançou a marca de 550 mil cópias vendidas, ganhando disco de Platina. A canção ganhou as rádios de todo o país e tornou-se o hino do verão brasileiro até os dias de hoje, sendo regravada por vários outros artistas. Foi baixista e arranjador da banda Feras do Caju, juntamente com Cazuza, e gravou o lendário álbum Burguesia, em 1989. Compôs duas canções em parceria com o próprio Cazuza (‘Eu Quero Alguém’ e ‘O Brasil Vai Ensinar ao Mundo’). Em 1995, passou a fazer parte da Banda Serta, de Sandra de Sá. Integrou bandas de importantes músicos, como Martinho Da Vila.

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- André Jamaica


O músico André Jamaica é cantor, compositor e pesquisador. Produz há oito anos o projeto Samba de Fé no Quilombo do Grotão, em Niterói, e é vocalista dos grupos Sambalangandã, Samba da Prainha e Filhos de Oxóssi. É conhecido pelo repertório vasto, fruto de pesquisas e de sua relação com as religiões afro-brasileiras.


Programação da 1ª semana de Abril:


Centro Cultural Paschoal Carlos Magno - Campo de São Bento (sábado, 11h)

2/4 – All Blues

Endereço: Alameda Edmundo de Macedo Soares e Silva, s/n - Icaraí, Niterói


Horto do Fonseca (sábado, 16h)

2/4 – Karina Pontes e Daniel Cahon

Endereço: Alameda São Boaventura, 770 – Fonseca


Horto do Barreto (domingo, 13h)

3/4 – Adriana Dutra

Endereço: R. Dr. Luiz Palmier, s/n – Barreto


Rolerzão (domingo, 18h)

3/4 - Daniel Scisinio

Endereço: Praia de Piratininga, na altura da Praça do Delírio


Programação – 2ª semana de Abril:


Centro Cultural Paschoal Carlos Magno - Campo de São Bento (sábado, 11h)

9/4 – Marcos Lima

Endereço: Alameda Edmundo de Macedo Soares e Silva, s/n - Icaraí, Niterói


Horto do Fonseca (sábado, 16h)

9/4 – Renato Roquette

Endereço: Alameda São Boaventura, 770 – Fonseca


Horto do Barreto (domingo, 13h)

10/4 – Andre Jamaica

Endereço: R. Dr. Luiz Palmier, s/n – Barreto


Toda a programação é gratuita e segue ao longo do ano.


Fonte: Departamento de Imprensa SMC/FAN