As conexões sombrias de Elbridge Colby no Brasil
Por Dennis Small, do EIR
Elbridge Colby, subsecretário de Guerra para Assuntos de Política do governo Trump, ganhou recentemente uma notoriedade merecida por defender a redução do limiar para uma guerra nuclear, promovendo a produção, a implantação e o possível uso de armas nucleares tácticas. Também é amplamente divulgado que ele é o principal autor do documento da Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2025 do governo Trump, que clama pelo retorno às políticas do “Big Stick” imperial de Teddy Roosevelt, a fim de expulsar os interesses chineses e russos do Hemisfério Ocidental e confiscar à força os ativos da região em benefício de Wall Street e da City de Londres.

Além disso, em uma conferência realizada em 10 de agosto em Manila, Colby declarou que os EUA pretendiam conter a China por meio da implantação de “uma arquitetura de defesa de negação totalmente operacional e resiliente, que se estende ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas (First Island Chain)... "Continuaremos a falar com suavidade. Mas continuaremos a empunhar o maior bastão do mundo” (“the world’s biggest stick”), gabou-se Colby.
À luz da intenção declarada publicamente pelo governo Trump de impedir a reeleição do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva por todos os meios, justos ou injustos — incluindo, de forma enfática, o lançamento de uma guerra financeira total e a fuga de capitais contra o Brasil nas semanas que antecedem a eleição presidencial de 4 de outubro (veja nossa reportagem abaixo) — é preciso dar atenção urgente à esposa de Colby há 12 anos, a economista brasileira Susana Cordeiro Guerra.
Cordeiro Guerra, cujo sobrenome é bastante apropriado, formada em Harvard e no MIT, mantém há muitos anos uma relação próxima com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (que hoje cumpre uma pena de 27 anos no Brasil por tentativa de golpe de Estado contra Lula após as eleições presidenciais de 2022). Ela também é uma das principais protegidas do ex-ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, que ocupou o cargo durante todo o mandato presidencial de Bolsonaro, de 2019 a 2023. Guedes a nomeou presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019 a 2021, tornando-a a pessoa mais jovem a ocupar esse cargo, e ela mantém laços políticos estreitos com Guedes até hoje, segundo diversos veículos de imprensa brasileiros.
Cordeiro Guerra foi nomeada vice-presidente para a América Latina e o Caribe no Banco Mundial em 15 de setembro de 2025 e também é próxima da família Trump. O jornal brasileiro Folha de São Paulo noticiou em 17 de julho de 2026 que Cordeiro Guerra “é amiga íntima de Ivanka Trump e de seu marido, Jared Kushner, que atuou como assessor sênior de seu pai. Cordeiro Guerra também é madrinha de uma das filhas do casal.”
O mentor de Cordeiro Guerra, Paulo Guedes, é um personagem e tanto. Ele é um economista “Chicago Boy” de corpo e alma, defensor da escola do monetarismo friedmanista, mais conhecida pela austeridade devastadora que defendiam no Chile de Pinochet. Guedes obteve o mestrado e o doutorado pela Universidade de Chicago em 1979, tendo sido aluno direto de Milton Friedman. Guedes lecionou então na Universidade do Chile durante a ditadura de Pinochet. Em 1983, foi cofundador do Banco Pactual (hoje BTG Pactual) no Brasil, que atualmente é o sexto maior banco do país em ativos e o maior banco de investimentos de toda a Ibero-América, com amplos vínculos com importantes entidades especulativas internacionais, como a BlackRock.
Como observou a Fox Business: “Guedes teve a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos de Friedman quando foi nomeado para chefiar o Ministério da Economia no governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, em 2019.”
Dennis Small é diretor do Executive Intelligenci Review (EIR), publicação independente norte-americana parceira do TODA PALAVRA











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