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As ligações da equipe de Flávio com belicistas nucleares dos EUA

há 14 minutos
4 min de leitura

21 de outubro (EIRNS) – Daniella Marques, coordenadora de política econômica do candidato à presidência do Brasil Flávio Bolsonaro, causou polêmica em uma entrevista de rádio na segunda-feira, 19 de outubro, ao sugerir que um governo de Flávio consideraria medidas para restringir o funcionamento do Bolsa Família, uma política emblemática do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduziu consideravelmente os níveis de pobreza no Brasil desde que foi introduzida em 2003.


Marques é uma protegida do “Chicago Boy” Paulo Guedes, ministro da Economia durante todo o mandato do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, como presidente (2019-2023). Guedes nomeou Marques para cargos de chefia na coordenação de importantes áreas de política do Ministério, culminando na nomeação de Marques como presidente da Caixa Econômica Federal, um dos três maiores bancos públicos brasileiros, por oito meses no final do mandato de Bolsonaro. 


O termo “Chicago Boys” surgiu para designar economistas formados na Universidade de Chicago, que conceberam e implementaram a sangrenta política econômica de Pinochet no Chile após a ditadura militar de Pinochet ter assumido o poder em 1973. Guedes não apenas se formou com doutorado pela Universidade de Chicago em 1979, estudando diretamente com o guru dos "Chicago Boys", Milton Friedman, como também foi para o Chile lecionar durante a ditadura de Pinochet.


No entanto, outra protegida de Guedes na área de política econômica tem escapado, até agora, do escrutínio — e talvez o míssil nuclear inflável exibido no ato de apoio a Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo, 18 de outubro, com a chocante mensagem  “Trump: Nuke Brazil” (“Trump: Ataque o Brasil com armas nucleares”) -, deva suscitar algumas questões preocupantes. Trata-se de Susana Cordeiro Guerra, atualmente vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe.


Nascida e criada no Brasil, formada em economia e ciência política em universidades de elite dos Estados Unidos, ela ganhou destaque como membro proeminente da equipe de Guedes quando ele a nomeou a mais jovem presidente da história do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cargo que ocupou de 2019 a 2021. Ela era próxima tanto de Bolsonaro quanto de Guedes.


Sua carreira paralela nos Estados Unidos a coloca, simultaneamente, no círculo íntimo da família Trump. Ela é particularmente próxima da filha de Trump, Ivanka, e do marido dela, Jared Kushner, tendo se tornado madrinha de uma de suas filhas (Folha de São Paulo, 17 de julho de 2025).


Mas sua conexão mais importante – e que deve suscitar questionamentos entre os brasileiros patriotas – é seu casamento com Elbridge Colby, neto do ex-chefe da CIA William Colby e, atualmente, o poderoso subsecretário de Guerra para Assuntos de Política dos EUA. Ele é o mais alto funcionário do governo Trump a defender publicamente a integração do uso de armas nucleares “táticas” na doutrina oficial de guerra estratégica dos EUA. 


E há ampla divulgação de que ele é o principal autor do notório documento da Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2025 do governo Trump, que retoma a doutrina imperial do “Big Stick” de Teddy Roosevelt, de se apoderar à força das riquezas da região em benefício de Wall Street e da City de Londres, além da expulsão dos interesses chineses e russos do Hemisfério Ocidental.


Para mais detalhes, consulte a matéria exclusiva da EIR de 22 de agosto de 2026, "U.S. Under Secretary of War Elbridge Colby’s Brazil Connection" (https://eir.news/2026/08/u-s-under-secretary-of-war-elbridge-colbys-brazil-connection/), também publicada no site da EIR em Português, "A Conexão do Subsecretário de Guerra dos EUA Elbridge Colby com o Brasil" (https://portugues.larouchepub.com/pdf/2026/1020-elbridge-colby.pdf).


Ainda nesta semana, um alerta assustador sobre o quão perto Trump pode estar de adotar a receita de Colby para uma guerra nuclear veio do coronel aposentado do Exército dos EUA Douglas Macgregor, um analista estratégico experiente e bem informado que atuou em um cargo de consultoria de alto nível no Pentágono no final de 2020. Sua postagem de 18 de outubro é intitulada "Is President Trump Considering the Nuclear Option? Why the Trump Administration might be crazy enough to drop a nuke on Iran" (“O presidente Trump está considerando a opção nuclear? Por que o governo Trump talvez seja louco o suficiente para lançar uma bomba nuclear no Irã”), https://macgregorwarrior.substack.com/p/is-president-trump-considering-the. A imagem logo abaixo do título mostra Trump e Colby com uma nuvem em forma de cogumelo nuclear se elevando entre eles, e esta citação de Colby: “[Devemos] estar abertos a opções nucleares limitadas, proporcionais aos interesses limitados dos EUA nas crises regionais”.


Esse perigo crescente surge justamente no momento em que existe a possibilidade muito concreta de uma reunião tripartite entre o presidente Trump, o presidente Putin, da Rússia, e o presidente Xi Jinping, da China, no fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), de 18 a 19 de novembro, em Shenzhen, na China, para discutir a cooperação estratégica, inclusive no âmbito nuclear. Uma cúpula tripartite desse tipo vem sendo defendida por Helga-Zepp LaRouche, fundadora do Instituto Schiller, desde agosto de 2025, como um passo vital para afastar o mundo de uma guerra nuclear. 


O Brasil tem um papel importante a desempenhar nessa nova arquitetura emergente de segurança e desenvolvimento, e precisa ser liderado por um estadista como Lula, em vez de um miliciano a serviço de políticas pinochetistas no país e de políticas de guerra no exterior, como Flávio Bolsonaro.


Fonte: Executive Intelligence Review (EIR), parceiro do TODA PALAVRA

 
 
 

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