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Assédio sexual e violência em base militar nos EUA


Soldados norte-americanos enfileirados e a bandeira dos EUA (Reprodução)

O Comitê de Revisão Independente de Fort Hood investigou o ambiente na base norte-americana, descobrindo um "clima deficiente" com crimes de assédio sexual, bem como outros casos de violência.

Catorze oficiais e soldados alistados em Fort Hood, posto do Exército dos EUA localizado em Killeen, Texas, e nomeado em homenagem ao general confederado John Bell Hood, foram demitidos ou suspensos na terça-feira (8), após uma investigação que revelou uma cultura tóxica de assédio sexual e outros tipos de violência na base militar, informou a agência Associated Press.

O Comitê de Revisão Independente de Fort Hood impôs medidas disciplinares após conduzir mais de 2.500 entrevistas com soldados e civis, incluindo 503 mulheres soldados da 1ª Divisão de Cavalaria e do 3º Regimento de Cavalaria dos EUA, durante as quais descobriu que havia um "ambiente permissivo para agressão sexual na base", de acordo com um comunicado do Exército.

Além disso, muitas mulheres revelaram que temiam retaliação e ostracismo se relatassem assédio sexual. "A liderança de Fort Hood sabia ou deveria saber do alto risco de danos às mulheres soldados", diz o comunicado de imprensa.

Só em 2020, 28 soldados da base já morreram devido a acidentes, suicídios, homicídios e doenças. Uma das mortes mais divulgadas foi a de Vanessa Guillén, uma especialista de 20 anos do Exército dos EUA, assassinada em abril por outro soldado alistado, Aaron David Robinson, que se matou em julho antes que as autoridades o pudessem prender.

O relatório revelou um "clima deficiente em Fort Hood, incluindo a implementação ineficaz do programa de Resposta e Prevenção de Assédio/Agressão Sexual (SHARP, na sigla em inglês), que resultou em uma falta de confiança generalizada, medo de retaliação e significativa subnotificação de casos, particularmente dentro das fileiras alistadas", segundo o comunicado do Exército.

Chris Swecker, presidente do comitê, instou por uma "mudança dramática na cultura", que além do assédio, trouxe outros crimes, incluindo desaparecimentos e mortes.

"Soldados agredindo e assediando outros soldados é contrário aos valores do Exército e exige uma mudança drástica na cultura [...] Recomendamos mudanças no pessoal, estrutura e implementação do programa SHARP em Fort Hood, e possivelmente mais além, para lidar com normas profundamente disfuncionais e recuperar a confiança dos soldados."


Fonte: Agência Sputnik

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