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Associações dizem que estoque de arroz para o Brasil está garantido


Produtores e supermercados informam que não há risco de desabastecimento de arroz no Brasil, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul. A garantia é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).


O Rio Grande é responsável por mais de 70% da produção nacional de arroz. As chuvas torrenciais que atingiram o estado e que mataram, ao menos, 133 pessoas levantaram preocupações sobre a disponibilidade do cereal.


Diante do risco de haver especulação – e aumento da procura pelo produto, por consumidores preocupados em estocar arroz, para o caso de uma eventual falta nos mercados – o governo federal publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10), uma medida provisória que autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar até 1 milhão de toneladas de arroz beneficiado ou em casca, por meio de leilões públicos, para recompor os estoques públicos.


De acordo com a MP, os estoques terão, como destino preferencial, pequenos varejistas das regiões metropolitanas, “dispensada a utilização de leilões em bolsas de mercadorias ou licitação pública para venda direta”.


A expectativa é de que, na primeira etapa, sejam compradas 200 mil toneladas de arroz, que devem ser importados dos países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, e eventualmente da Bolívia.


Abastecimento garantido

Apesar das perdas de produtores afetados pelas enchentes, as entidades asseguram que qualquer diminuição na disponibilidade de arroz será compensada pelo incremento da importação, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou pela perda de competitividade do produto brasileiro no mercado externo.


Segundo a Federarroz, 84% da área cultivada foi colhida antes do início das chuvas, o que representa redução de cerca de 1,24% em relação à safra anterior, com uma projeção de aproximadamente 7.150 mil toneladas para a safra de 2023–2024.


A entidade acrescenta que o produto colhido apresenta “boa qualidade e produtividade, o que garante o abastecimento dos brasileiros”.


“Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas”, disse o presidente da entidade, Alexandre Velho.


“Embora tenhamos este grande problema com relação à colheita do que falta, nós temos plenas condições de afirmar que nós não temos problemas com relação ao abastecimento do mercado interno”, acrescentou.


Segundo ele, há um “problema momentâneo de logística”, principalmente na ligação com o interior do estado, mas a ligação com os grandes centros, por meio da BR-101, está normal. “Temos bastante arroz para deslocar para as regiões centrais do Brasil. Então não existe qualquer problema com relação ao abastecimento ou uma necessidade urgente de importação”, complementou.


Supermercados

Na mesma linha dos rizicultores, a Associação Brasileira de Supermercados informou estar normalizado o abastecimento no varejo, “com diversas marcas, preços e promoções para atender à demanda de consumo tanto nas lojas físicas quanto pelo e-commerce”.


A entidade, no entanto, recomenda, aos consumidores, que não façam estoques em casa para que todos tenham acesso contínuo ao produto.


Em caráter preventivo, a Abras manifestou apoio à abertura da importação anunciada pelo governo federal para completar o abastecimento da população brasileira.


Situação no Rio Grande

Desde 2019, quando assumiu o primeiro mandato como governador do Rio Grande do Sul, a gestão de Eduardo Leite (PSDB) tem tomado medidas contra o Código Ambiental. Seu projeto retirou ou alterou 480 pontos da lei ambiental do estado gaúcho.


A criação do código levou nove anos e contou com a ajuda de José Lutzenberger, uma das principais referências em ecologia no Brasil.


Nos próximos dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que o RS voltará a ser atingido por chuvas fortes, já nesta sexta-feira (10). Segundo o órgão, os volumes podem passar dos 100 milímetros.


Em meio à maior calamidade já registrada na história do RS, uma onda de violência também tomou conta do estado — ao menos, 47 pessoas já foram presas suspeitas de crimes, como saques e roubos. Desse total, seis foram detidos suspeitos de cometerem abuso sexual.


Com informações da Agência Brasil e Sputnik

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