AstraZeneca vai unir 'Oxford e Sputnik V' em testes


Uma união que poderá ser muito positiva para o Brasil. O laboratório anglo-sueco AstraZeneca anunciou que vai usar um componente da vacina russa Sputnik V nos testes clínicos de sua vacina contra Covid-19.

A Sputnik V é uma das vacinas mais eficazes do mundo, tendo mais de 90% de eficácia contra a Covid-19. A característica única da vacina russa é o uso de dois componentes diferentes baseados no adenovírus humano em duas inoculações separadas para fornecer material genético do pico do coronavírus para dentro do corpo humano. Esta abordagem fornece uma imunidade mais forte e prolongada em comparação com as vacinas que usam o mesmo componente em ambas as inoculações.

No dia 23 de novembro de 2020, os resultados apresentados mostraram a alta eficácia da vacina Sputnik V. O Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) e o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya ofereceram à AstraZeneca o uso de um dos dois componentes da vacina Sputnik V.

Por sua vez, a AstraZeneca aceitou a proposta feita pelo RFPI e pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya de usar um dos dois vetores da vacina Sputnik V em adição aos testes clínicos de sua própria vacina, que vão iniciar antes do final do ano.

Problemas

A associação com os russos vem em boa hora para a “vacina de Oxford”, e também para os interesses do governo de Jair Bolsonaro, que firmou compromisso para aquisição de 100 milhões de doses com investimentos de R$ 1,9 bilhão, incluindo a fabricação do imunizante pela Fiocruz. Os testes de Oxford têm tido sérios problemas, como a inexplicável dosagem pela metade, e por isso não avançou para a aprovação das agências sanitárias internacionais.

União até o final do ano

A AstraZeneca vai iniciar os testes clínicos de sua vacina em combinação com o vetor adenoviral humano da Sputnik V tipo Ad26 até o final de 2020.

Esta pesquisa vai permitir que os cientistas da AstraZeneca estudem a possibilidade de elevar a eficácia de sua vacina através da aplicação da abordagem combinada.

A Sputnik V está entre as vacinas mais eficazes e seguras do mundo devido a sua tecnologia única combinando dois diferentes vetores adenovirais humanos, que fornecem uma imunidade mais forte e duradoura em comparação às demais vacinas, usando o mesmo componente para ambas as inoculações.

O tratamento com dois vetores adenovirais humanos diferentes para uma imunização elevada é uma descoberta única dos cientistas do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya.

Isto ajuda a contornar completamente a imunidade ao primeiro vetor, que é formada após a primeira vacinação, elevando sua eficácia e criando uma imunidade duradoura. De todas as principais vacinas contra a Covid-19, apenas a Sputnik V está usando a tecnologia de dois vetores.

A oferta do RFPI à AstroZeneca foi um exemplo da abordagem proativa da Rússia: não só criou uma das vacinas mais eficazes do mundo contra o coronavírus, como também está pronta para compartilhar os vetores da Sputnik V com aqueles que procuram produzir vacinas usando a tecnologia de dois vetores.

"Este exemplo único de cooperação entre os cientistas de diferentes países que lutam juntos contra o coronavírus vai ter um papel decisivo para obtenção de uma vitória final sobre a pandemia global. A vacina russa Sputnik V já está salvando vidas na Rússia hoje através de um programa de vacinação em grande escala. A decisão da AstraZeneca de realizar testes clínicos usando um dos dois vetores da Sputnik V para elevar a eficácia de sua vacina é um importante passo para unir forças no combate à pandemia. Nós saudamos este novo estágio de cooperação entre produtores de vacinas. Nós estamos determinados a desenvolver esta parceria no futuro e iniciar a produção conjunta após a nova vacina demonstrar sua eficácia durante os testes clínicos. Esperamos que outros produtores de vacina sigam nosso exemplo", afirmou o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev.

O Fundo Russo de Investimentos Diretos foi criado em 2011 para investir em títulos, principalmente na Rússia, com investidores financeiros e estratégicos de reputação internacional. O RFPI age como um catalisador para o investimento direto na economia russa. Os responsáveis pelo gerenciamento do RFPI estão baseados em Moscou. Atualmente, o RFPI conta com a experiência bem-sucedida da implementação conjunta de mais de 80 projetos com parceiros estrangeiros, cobrindo mais de 95% das regiões da Federação da Rússia.

O RFPI emprega mais de 800.000 pessoas e gera receitas responsáveis por mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia. Além disso, criou parcerias estratégicas conjuntas com investidores internacionais de mais de 18 países, movimentando mais de US$ 40 bilhões (R$ 214 bilhões). Mais informações poderão ser encontradas no site rdif.ru


Com a Sputnik.

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