Ataques aéreos israelenses destroem hospital no sul do Líbano
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O Ministério da Saúde do Líbano denunciou a destruição total do Hospital Ghandour, localizado em Nabatieh al-Fawqa, após uma série de bombardeios realizados pela aviação israelense. A pasta da saúde condenou o ataque direto à instalação médica e o classificou como uma grave violação das convenções internacionais de proteção humanitária.
A unidade de saúde estava inoperante há cerca de dois meses devido ao constante cerco militar à região sul do território libanês. Anteriormente, o hospital havia desempenhado um papel fundamental no atendimento a feridos e no acolhimento de famílias deslocadas pelas hostilidades recentes.
Relatórios oficiais indicaram que pelo menos 17 hospitais sofreram danos materiais severos devido aos constantes ataques aéreos registrados desde o início de março. Paralelamente, a intensificação das operações militares deixou inoperantes outros três complexos de saúde estratégicos nas províncias do sul.
O ataque aéreo contra a unidade médica ocorreu simultaneamente a uma série de incursões em larga escala em vários setores do distrito de Nabatieh. O balanço preliminar divulgado pelas equipes de socorro confirmou a morte de quatro pessoas e mais de vinte feridos.
A escalada do conflito na região intensificou-se depois que as forças armadas israelenses relataram a interceptação de um veículo aéreo não tripulado atribuído a milícias locais. Após o incidente, o comando militar anunciou o início de uma nova fase de manobras ofensivas contra posições no sul.
Os confrontos persistem apesar da assinatura prévia de um acordo-quadro de entendimento que previa a retirada das tropas invasoras. A continuidade das incursões impediu o efetivo posicionamento do Exército nacional libanês para assumir o controle da segurança na fronteira.
Estatísticas governamentais apontam mais de 4.000 mortos e estimam em milhares o número de feridos atendidos pelas equipes de emergência. Além disso, o deslocamento em massa de cidadãos ultrapassa a marca de um milhão de pessoas que permanecem em abrigos temporários em todo o país.
Da Telesur











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