Atos pela consciência negra pedem 'fora Bolsonaro'


Na capital paulista, manifestantes estenderam faixas pela consciência negra e contra Bolsonaro (Reprodução)

Com participação de lideranças das organizações nacionais do Movimento Negro, movimentos sociais e estudantis, Centrais Sindicais e de partidos políticos, manifestantes foram às ruas neste sábado (20) em atos pelo Dia da Consciência Negra e contra o governo Jair Bolsonaro em várias capitais e cidades do país.

Os atos pedem "fora Bolsonaro" e reivindicam soluções para a crise que o país atravessa, com aumento da fome, desemprego, dos preços dos alimentos, das conta de luz, dos combustíveis e também os recentes problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a tentativa de ideologização do exame pelo governo.

Em São Paulo, os grupos da 18ª Marcha do Dia da Consciência Negra se reuniram em frente ao Masp. Houve apresentações de samba, rodas de capoeira e dança. Uma faixa com a frase: "Direitos pela Vida Negra" foi estendida na avenida.

No Rio de Janeiro, o ato foi em Madureira, na Zona Norte da cidade. Os manifestantes se concentraram no viaduto de Madureira e depois fizeram uma passeata pelas ruas do bairro.

Em Brasília, a mobilização aconteceu no Museu da República, área central da cidade. Confira no final da matéria imagens das manifestações em outras localidades, divulgadas pela CUT.


Manifestação de juízes

Juízes de todo o país também realizaram a Caminhada Negra, para celebrar o Dia da Consciência Negra e combater o racismo e a desigualdade presentes na sociedade.

O evento aconteceu simultaneamente em dez cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Piracicaba, Olinda e Ouro Preto.

O evento, organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), é uma contribuição para o resgate da história e da cultura negra. De acordo com a presidente da AMB, Renata Gil, a intenção foi chamar a atenção para a “necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão e contribuam para o fim da discriminação”.

A Caminhada Negra ocorreu ao ar livre, seguindo todos os protocolos de segurança, com a obrigatoriedade do uso de máscaras, e contou, ainda, com "tour virtual" para aqueles que não puderam comparecer.

Juízes também participaram de atos contra o racismo no Brasil (Divulgação/AMB)





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