Aumento de casos de Covid no Rio pode indicar 2a onda


Passeio no calçadão de Copacabana (Reprodução)

O boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, que analisou as duas últimas semanas epidemiológicas, mostra que os casos diários de Covid-19 no estado do Rio de Janeiro inverteram a tendência e voltaram a subir (8,4% desde 12 de julho). É uma das maiores taxas em todo o Brasil, e pode indicar uma segunda onda de encontro com planos de flexibilização como o da prefeitura do Rio, que, sábado (1o), liberou o banho de mar e ampliou o horário de funcionamento de bares e restaurantes, das 23h para 1h.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é possível verificar também um aumento da taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade. No sábado, a capital fluminense registrou 470 novos casos e 34 mortes por Covid-19, somando então 71.792 casos e 8.344 óbitos desde o início da pandemia. No estado, foram 1.718 casos e 79 óbitos no sábado, totalizando 167.213 registos de coronavírus com 13.556 mortes.

Para alguns especialistas ouvidos pelo Globo, o aumento dos casos é uma consequência direta da reabertura das atividades, de forma “desordenada” e “sem planejamento”. "As informações que vêm do poder público são desconexas: o ambulante pode trabalhar na praia, mas as pessoas não podem ficar na areia. Ele vai vender para quem? Dá a impressão de que a vida já voltou ao normal. Não foi assim em lugar nenhum no mundo, e não vai ser assim aqui. Não temos climas para reverter a flexibilização, mas precisamos pelo menos diminuir a velocidade", criticou o infectologista Alberto Chebabo, diretor da Divisão Médica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ, que prefere não falar em uma "segunda onda", segundo o jornal.

Maiores taxas

Segundo o boletim da semana epidemiológica de 19 a 25 de julho, as maiores taxas de incidência de Covid-19 foram observadas também em Rondônia, Roraima, Amapá, Sergipe, Mato Grosso e no Distrito Federal. Esses estados também registraram as maiores taxas de mortalidade nesse período.

Por meio de indicadores-chave como tendência da incidência e da mortalidade por Covid-19, níveis de atividade e incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), tendências da incidência e da mortalidade por Covid-19 e leitos de UTI para Covid-19, o boletim traz um panorama geral do cenário epidemiológico nos estados e regiões do país.

Divulgado quinzenalmente pela instituição, a nova edição é referente às semanas epidemiológicas 29 (12 a 18 de julho) e 30 (19 a 25 de julho). Em relação ainda à mortalidade, os dados analisados mostram tendências de aumento ou permanência de valores altos no número de óbitos em alguns estados.

A análise desses dados, segundo a Fiocruz, pode contribuir para traçar estratégias para o combate da pandemia do país. Outra constatação preocupante é a permanência da transmissão do vírus na Amazônia, que vinha mantendo uma pequena tendência de redução.

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