Auxílio emergencial: só 56% vão receber as 4 parcelas


´(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Grande impulsionador da popularidade do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas de opinião, o auxílio emergencial, agora reduzido a R$ 300, deixará de contemplar 43,75% dos beneficiários (21 milhões de pessoas) que vinham recebendo normalmente. O governo informou que 27 milhões de pessoas que não fazem parte do programa Bolsa Família receberão a partir desta quarta-feira (30) a primeira parcela de R$ 300. Como o total de beneficiários que estão fora do Bolsa Família soma 48 milhões de pessoas, isso significa que apenas 56,25% dos aprovados deverão receber o limite de mais quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 (no caso de mãe solteira), segundo informações do G1.

"Serão 27 milhões de pessoas que receberão R$ 300 ou R$ 600 (no caso de mães monoparentais), o que totaliza um investimento do governo federal de mais de R$ 9 bilhões. Assim como ocorreu até o presente momento, o calendário seguirá o mês de nascimento dos beneficiários, ou seja, os créditos se iniciarão por aqueles nascidos em janeiro, depois fevereiro, março e assim sucessivamente, em poupança social digital já existente em seu nome", informou em nota o Ministério da Cidadania.

Pelas regras, apenas os trabalhadores que receberam em abril a primeira parcela do benefício original, de R$ 600, e que já terminaram de receber as cinco parcelas iniciais terão direito a todas as quatro parcelas adicionais.

O auxílio emergencial residual será pago só até 31 de dezembro independentemente do número de parcelas recebidas por cada beneficiário.

"Os cidadãos que se tornaram elegíveis em maio, junho e julho terão os novos valores creditados em outubro, novembro e dezembro, respectivamente, após o fim do pagamento do auxílio", informou o ministério.

Pelo calendário da nova etapa, receberão nesta quarta-feira (30) os beneficiários, que não são do Bolsa Família, nascidos em janeiro que receberam a primeira parcela do benefício em abril.

Quem recebeu a primeira em maio começa a receber em 30 de outubro. Os que receberam a primeira parcela em junho começa a receber em 22 de novembro. Já os que começaram a receber em julho receberão a partir de 13 de dezembro.

Novo esclarecimento do governo

Sem maiores explicações, o governo federal, através do Ministério da Cidadania, informou mais tarde, ainda nesta terça-feira (29), que cerca de 5,7 milhões de beneficiários do auxílio emergencial que não fazem parte do Bolsa Família - e que receberam parcelas de R$ 600 - não devem receber nenhuma das quatro parcelas "residuais", de R$ 300 (R$ 600 no caso de mães monoparentais), segundo o site G1.

De acordo com o secretário-executivo do ministério, Antônio José Barreto, essa redução é motivada pelas regras mais restritas para a última fase do benefício.

"Cerca de 5,7 milhões de pessoas é a nossa estimativa ao final, até 31 de dezembro. Seriam pessoas que deixariam de receber o auxílio extensão por evolução, vamos dizer assim, do processo e do aprendizado que tivemos em relação a essa política pública", disse.

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