Búzios: lockdown com aumento de 3.700% de casos


Estátua da atriz francesa Brigitte Bardot, que visitou e se encantou com Búzios em 1964 (Fotos Públicas)

O balneário de Búzios, considerado segundo ponto turístico mais importante do estado do Rio de Janeiro, vai se fechar completamente a partir desta sexta-feira para combater a multiplicação de casos de Covid-19 na cidade. Os turistas que se encontram na cidade têm 72 horas para sair - Búzios tem no Turismo a sua maior fonte de riqueza. Fica expressamente proibida, por prazo indeterminado, a entrada de pessoas que não moradores e trabalhadores. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio em função de um aumento na ordem de 3.700% no número de novos casos. O decreto de calamidade vai até o dia 31.

A determinação se baseia num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com a Defensoria Pública em junho deste ano, e que não teria sido cumprido. Na decisão, o juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos reconhece que o município encontra-se em bandeira vermelha, "com risco muito elevado de colapso da rede de saúde e necessidade de isolamento social completo" e decreta estado de calamidade.

De acordo com dados do município, entre 9 de dezembro e 16 de dezembro foram registrados 490 novos casos confirmados de coronavírus, o que representa um aumento de mais de 3.700% em relação ao mesmo período em outubro. O magistrado considerou também a quantidade de leitos de UTI, que não foi ampliada, em descumprimento do TAC por parte da Prefeitura, que analisa a possibilidade de recorrer da decisão.

A determinação proíbe também a permanência de pessoas nas praias, praças e demais locais públicos, bem como nas quadras desportivas, nas áreas internas dos condomínios residenciais, devendo os cidadãos saírem as ruas apenas para atividades inadiáveis, estritamente, relacionadas à alimentação, à saúde e ao trabalho. Estão proibidos também eventos, público ou privado, que impliquem em aglomeração de pessoas, incluindo cultos religiosos, festas, bailes, shows, feiras e similares.

Hotéis, pousadas, pensões e similares não poderão realizar novas hospedagens e/ou reservas já a partir desta quinta-feira, por prazo indeterminado.

Está suspenso também, por prazo indeterminado, o atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes; farmácias, supermercados, mercados, peixarias e similares continuam liberados.

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