BC sobe taxa de juros pela quinta vez consecutiva


(Reprodução)

Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a taxa Selic - juros básicos da economia - em 1 ponto percentual, de 5,25% para 6,25% ao ano. É o maior patamar desde 31 de julho de 2019, quando estava em 6,50%.

Esse foi o quinto reajuste consecutivo na taxa Selic. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião.

Com a decisão desta quarta-feira, a Selic continua num ciclo de alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

A elevação da taxa de juros deve resultar em taxas bancárias mais elevadas, com impacto maior na linha de crédito para aquisição da casa própria. Além da Selic, o aumento do IOF anunciado nesta semana pelo governo também impacta o custo final dos empréstimos.

O aumento da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos, impactando, assim, o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda. Além disso, gera uma despesa adicional com juros da dívida pública.

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