Benny Briolly recebe novas ameaças de morte

A vereadora Benny Briolly (PSOL) — primeira vereadora trans do estado do Rio e foi a mulher mais votada na cidade de Niterói em 2020 — voltou a receber ameaças de morte por e-mail. No último domingo (18/12), um homem escreveu dizendo que iria "descarregar" a arma na parlamentar. Nesta quarta (22/12), a mesma mensagem foi enviada novamente, também por um remetente de nome masculino, juntamente com outros dois e-mails com xingamentos e insultos.

Divulgação

Sem proteção do estado, Benny acionou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para solicitar escolta policial. No início do ano, a vereadora teve que deixar o país, quando as intimidações se tornaram mais intensas, e só retornou em maio. Benny evita sair de casa atualmente e sente falta de paz para realizar seu trabalho.


"É um misto de sentimentos: medo, revolta, insegurança e tristeza", confessa.


A vereadora conta que todos os órgãos acionados consideram a escolta necessária, mas, segundo ela, "a própria polícia se nega a fazer o serviço". A parlamentar ressalta que, nos últimos dois anos, dezenove políticos foram assassinados no estado do Rio de Janeiro. Dentre os números, que ela descreve como "alarmantes", ela destaca a morte de Marielle Franco, que caracteriza como "símbolo da violência política no país".


"Uma travesti preta no poder incomoda muita gente! Buscam me silenciar e me expulsar da cadeira que ocupo todos os dias. Mas sei que não estou só", afirmou.


Em nota, a Polícia Civil informou que a Decradi instaurou inquérito para apurar o caso e solicitou a quebra telemática (dos remetentes). A investigação ocorre sob sigilo. Não houve resposta sobre o pedido de proteção policial.


300X350px_Negra.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
728X90px (2).gif