Biden cria feriado nacional para marcar fim da escravidão


Assassinato de George Floyd por um policial branco, em 25 de maio de 2020, em Minneapolis (Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris, sancionaram uma lei que torna o dia 19 de junho feriado nacional, para celebrar o fim da escravidão dos americanos negros.

O projeto, que foi aprovado com ampla maioria pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (16) após votação unânime no Senado, marca o dia, em 1865, quando um general da União informou a um grupo de pessoas no Texas que eles haviam sido libertados dois anos antes pela Proclamação da Emancipação do então presidente Abraham Lincoln, durante a Guerra de Secessão norte-americana. A data é conhecida como juneteenth nos Estados Unidos.

"O Juneteenth marca tanto a longa e dura noite de subjugação causada pela escravidão quanto a promessa de uma manhã mais clara adiante", disse Biden. Ele acrescentou que o dia é uma lembrança "do fardo terrível que a escravidão causou ao país e ainda causa".

Biden disse ainda que "grandes nações não ignoram seus momentos mais dolorosos, elas os abraçam". O democrata falou em um salão onde estavam presentes 80 membros do Congresso, autoridades eleitas locais, líderes comunitários e ativistas como Opal Lee, que fez campanha para que a data fosse transformada em feriado nacional.

O presidente e seus colegas democratas estão sendo pressionados a responder a uma série de leis estaduais apoiadas pelos republicanos que, segundo ativistas de direitos civis norte-americanos, buscam suprimir o direito ao voto de minorias, e, além disso, abordar de maneira significativa os assassinatos desproporcionais de negros pela polícia, como o caso mais simbólico de George Floyd, assassinado pelo policial branco Derek Chauvin, em 25 de maio de 2020, em Minneapolis, provocando comoção e protestos massivos dentro e fora dos Estados Unidos.

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