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Biden reúne força-tarefa contra a Covid-19


(Reprodução)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, convocou uma força-tarefa contra o coronavírus nesta segunda-feira (9) para examinar o principal problema que terá que enfrentar quando tomar posse, em janeiro, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, faz diversas apostas improváveis para se manter no cargo.

De acordo com a CNN Brasil, o grupo de especialistas em saúde pública que formará o conselho consultivo sobre a doença já foi anunciado e fará as primeiras reuniões para estudar a melhor maneira de controlar a pandemia, que já matou 237.619 pessoas nos EUA até esta segunda-feira. De acordo com o mapa da Covid-10 da Universidade Johns Hopkins, o país registra aproximadamente 10 milhões de casos.

Entre os membros da força-tarefa está a médica brasileira Luciana Borio, especialista em doenças infecciosas e crítica da cloroquina, que trabalhou na área de saúde e pesquisa do governo americano desde o governo de George W. Bush, tendo sido cientista-chefe da FDA (similar da brasileira Anvisa) e diretora da área de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional, cargo extinto por Trump.

Faz parte também da força-tarefa o especialista Rick Bright, ex-integrante do governo Trump que foi demitido da Agência de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado no início deste ano, segundo o próprio, ao alertar sobre a pandemia.

No comando da força-tarefa estarão o ex-comissário da FDA (equivalente à Anvisa), David Kessler, a professora Marcella Nunez-Smith, da Universidade de Yale, e o ex-cirurgião-geral Vivec Murthy. Outros treze membros farão parte do grupo. Entre eles, Zeke Emanuel, um dos arquitetos do 'Obamacare' e ex-conselheiro de saúde de Barack Obama.

"Lidar com a pandemia do novo coronavírus é uma das batalhas mais importantes que nosso governo enfrentará, e serei amparado pela ciência e por especialistas", disse Biden em um comunicado nesta segunda-feira.

O grupo de cientistas e especialistas coordenará a reação à pandemia com autoridades municipais e estaduais, o que inclui como reabrir escolas e empresas com segurança e lidar com as disparidades raciais.

"Gripezinha"

Trump entrou em confronto com frequência com autoridades de saúde de alto escalão, sempre tentando minimizar a dimensão dos riscos da pandemia, num discurso similar ao do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chamou de "gripezinha" o novo coronavírus.

Vitória x 'esperneio'

Biden superou a marca de 270 votos do Colégio Eleitoral, necessários para conquistar a Presidência no sábado (7), quatro dias após a eleição de 3 de novembro. Ele derrotou Trump por mais de 4 milhões de votos, o que torna o republicano o primeiro presidente a não se reeleger desde 1992.

Donald Trump ainda não reconhece a derrota e espera o resultado da série de ações civis que sua campanha moveu na Justiça para levar adiante suas alegações de fraude eleitoral, que, segundo a mídia, não passa de 'jus esperneandi' (termo jocoso entre juristas, para o 'direito de espernear') e para as quais nunca apresentou provas. Autoridades estaduais dizem não estar cientes de quaisquer irregularidades significativas.

Trump não tinha eventos públicos agendados para esta segunda-feira e não fala em público desde quinta-feira, mas pretende realizar eventos para angariar apoio à sua contestação dos resultados da eleição, disse o porta-voz de sua equipe de campanha, Tim Murtaugh.

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