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Blocos abrem desfiles e criticam descaso com Centro do Rio

Os blocos carnavalescos começam a animar a cidade do Rio de Janeiro neste domingo (8/1), na abertura do carnaval não oficial, evento que tem à frente o movimento Desliga dos Blocos, que se formou para ser uma manifestação livre dos foliões. A primeira apresentação dos grupos que não fazem parte do calendário da Riotur pretende ser um grande encontro depois das dificuldades enfrentadas pelos foliões com a pandemia de covid-19, período em que não puderam sair às ruas.

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Mesmo sem recomendação da prefeitura do Rio, em consequência da covid-19, alguns deles saíram às ruas na data oficial no ano passado, que seria em fevereiro, e também no carnaval fora de hora de abril, quando ocorreram os desfiles das escolas de samba.


“Não foi o carnaval como a gente estava acostumado, mas foi bem interessante, inclusive o Boi Tolo fez um desfile muito bonito. Agora, a gente está seguro de que este é o momento certo para começar a retomar”, disse Luis Otávio Almeida, representante do Desliga dos Blocos e do Cordão do Boi Tolo, um dos mais procurados blocos livres do Rio. Ele espera que a vontade de se divertir dos foliões, represada na pandemia, seja maior que nos anos anteriores ao surgimento da doença.


Luis Otávio ressaltou que o carnaval é uma grande terapia que o povo faz anualmente e que está represada e, por isso, a festa deste ano deve ser muito forte. Ele lembrou que o Boi Tolo não tem trajeto determinado, “destino, nem hora pra acabar”. Nem a chuva prevista para este domingo vai atrapalhar: “chuva sempre afasta um pouco as pessoas. Mesmo assim, vamos ter uma abertura muito interessante, por esse represamento e porque as pessoas quererem extravasar a alegria”, afirmou.


Até quinta-feira (5/1), 34 blocos estavam confirmados, mas Luis Otávio acredita que até domingo a lista pode receber mais adesões. Entre os que já decidiram desfilar, além dos tradicionais, como o Boi Tolo, que costuma atrair grande número de pessoas na Praça XV, centro do Rio, marcado para as 16h, tem o novíssimo Bloco do Zeca, que homenageia Zeca Pagodinho, que sairá pela primeira vez somente com músicas do cantor e compositor.


A concentração será às 9h na Rua Sacadura Cabral, 57, região portuária do Rio. Para o mesmo horário, está prevista a saída do Mistério Há de Pintar, no espaço externo do Museu de Arte Moderna, no Aterro, região central da capital.


Manifesto


O Desliga dos Blocos preparou uma carta, a ser distribuída amanhã nos desfiles, em que alerta para a decadência do Centro do Rio, considerado o berço da cultura carnavalesca carioca, que “acontece há séculos, independentemente de organização prévia, do mercado ou do poder público”. O movimento vê com preocupação o cenário atual da festa, que define como agonizante e pedindo socorro.


“O Rio de Janeiro, principalmente o centro histórico, que já foi o lar de Tamoios e Temininós, nasceu como uma cidade portuguesa nos trópicos, foi a capital do Vice-Reino do Brasil, do Reino de Portugal, do Império Brasileiro, do Brasil, da Guanabara e é a capital do estado do Rio de Janeiro, tornou-se ponto de encontro de diversos povos africanos que resistiram à opressão e foram elementos fundamentais na formação da nossa cultura. Esse grande caldo cultural permitiu o nascimento em terras cariocas da maior festa popular do planeta”, diz o documento.


De acordo com o texto, o processo de degradação do centro, que se acelerou nos últimos anos, está levando a área à desertificação, o que traz uma total falta de segurança.


“A elite, que há um século já não mora lá, agora parece também não querer o local nem para trabalho. O povo, tão carente por moradia, não recebe nenhum incentivo para voltar ao local. Sem habitantes, o comércio também agoniza”, diz o manifesto, pedindo atenção dos três níveis de governo para a situação do Centro, o que estará também exposto em faixas com mensagens sobre a região e pedidos de políticas públicas para revitalizá-la.


O documento protesta ainda contra o “destombamento” pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), do Buraco do Lume, lugar de conhecidas e históricas manifestações populares na região.


“Causa-nos estranheza que a Assembleia Legislativa tenha destombado o Buraco do Lume para favorecer a construção de um prédio, quando os existentes estão cada vez mais vazios. Precisamos que o centro retome a vida e sem nenhuma praça a menos”, enfatiza o manifesto.


Programação


Praça XV


10h - Toques para Odudua

11h - Bloco da Insana (Escadaria da antiga Alerj)

16h - Boi Tolo

18h - Bloco To Be Wild


Rua do Mercado (Beco do Boi Tolo)


10h - Lambabloco

11h - Butano na Bureta

12h - Balanço Zona Sul

13h - Nosso bloco

14h - Que pena, amor

15h - Traz A Caçamba

16h - Percussaça


Arco dos Teles


11h - Bloconcé

12h - Calcinhas Bélicas

13h - Pomba Idosa

14h- Batuquebato

15h30 - Os Biquínis de Ogodô Convidam as Sungas de Odara


Buraco do Lume


11h30 - Orquestra Circônica

13h - Mulheres Rodadas

15h – Caramuela

16h - Vem Cá, Minha Flor


Praça Mauá


13h - Filhotes Famintos

16h - Pyranhas do Nilo


Aterro (próximo ao Teatro Marionetes): 10h30 - Fanfarrinha


Morro da Conceição: 9h - Amores Líquidos


Praça do Expedicionário Fórum na Rua 1⁰ de março: 14h – Maracutaia


Alerj: 17h - Blonk


Marechal Âncora: 13h - Besame Mucho


Lapa Lampadário: 13h20 - Planta na Mente


Pira Olímpica: 11h - Canários do Reino


Sacadura Cabral 57 – Bairro da Saúde


9h - Bloco do Zeca

11h - Piratas Ordinários


Cinelândia: 15h - Bola Laranja


Rua do Carmo: 15h - Só Toca Bloco


MAM: 9h - Mistérios Há de Pintar


Megablocos


Entre as agremiações com desfiles incluídos na programação oficial do carnaval, os seguidores de megablocos, como o Cordão da Bola Preta, esperam por novos momentos de alegria. O último desfile oficial da Bola Preta foi em 2020 no carnaval antes da pandemia.


“Nossa expectativa é que, por ter ficado dois anos sem carnaval, o desfile deste ano seja muito maior em nível de público e de animação que nos anos anteriores. Não temos dúvida disso. Este pode ser um carnaval de muita emoção e muita coisa boa acontecendo”, disse Luis Otávio.


No ano passado, o Cordão da Bola Preta, que já concentrou até 2,5 milhões de pessoas no tradicional desfile de sábado de carnaval, não foi para as ruas. Fez apenas duas apresentações nas quadras das escolas de samba Viradouro e Mangueira, além de um minidesfile na Cidade do Samba, na região portuária do Rio, em programação da prefeitura para o domingo do carnaval fora de época e a esperada feijoada de São Jorge, no dia 23 de abril.


“A presença dos foliões é exatamente o combustível que faz o Bola Preta caminhar firme e forte. O Bola Preta precisa efetivamente desse carnaval para seguir na sua trajetória”, acrescentou, destacando que, em 2023, o desfile está marcado para o sábado, 18 de fevereiro, a partir das 9h, na Rua 1º de Março e na Avenida Antônio Carlos, no Centro.


Fonte: Agência Brasil

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