Bolsa brasileira só ganha da venezuelana entre 78 países


A polêmica estátua do touro de ouro instalada em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (Divulgação)

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, registrou o segundo pior desempenho no mundo em 2021, atrás apenas da bolsa da Venezuela.

De acordo com o ranking da agência de classificação de risco Austin Rating, publicado no portal G1, o Ibovespa caminha na contramão da tendência global, com queda de mais de 14% no acumulado no ano até novembro, só não perdendo para a baixa registrada pela bolsa da Venezuela.

O levantamento compara a variação de 79 índices internacionais em bolsas de 78 países no acumulado no ano, até o fechamento de novembro.

A media das variações das bolsas do mundo nos 11 primeiros meses do ano foi de uma uma alta de 13,6%, enquanto que a bolsa brasileira amargou uma baixa de 14,4%.

O Ibovespa registrou em novembro o quinto mês seguido de baixa. Na quinta-feira (2), o índice fechou em alta de 3,66%, recuperando uma pequena parte dessas perdas, e passando a acumular queda de 12,23% no ano.

A crise no Ibovespa, escreve a publicação, tem se intensificado em meio a um cenário de inflação alta, juros em alto, e aumento das incertezas fiscais após as manobras do governo para driblar o teto de gastos.

O levantamento mostra que, mesmo considerando a taxa de câmbio e a desvalorização de moedas como o real frente ao dólar, o Ibovespa permanece no pódio de piores desempenhos em 2021.

No ranking do desempenho dos índices acionários convertidos em dólar, a Bolsa brasileira foi a terceira pior, ficando atrás apenas de Venezuela e Turquia, cuja moeda registra depreciação de mais de 30% no ano.


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