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Bolsonarista, ex-chefe da Polícia do RJ é preso


Allan Turnowski, aliado do governador Cláudio Castro (PL), é candidato a deputado federal pelo PL (Reprodução)

O delegado Allan Turnowski, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi preso nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público (MP-RJ), por organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Cláudio Castro (PL), ele deixou o cargo em março deste ano para se candidatar a uma vaga de deputado federal pelo PL.


Segundo as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Turnowski recebia propina do jogo do bicho e estaria envolvido em um plano para assassinar o bicheiro Rogério Andrade, que está preso desde 4 de agosto.


Citado pelo Globo, conversas entre o ex-chefe de polícia e o também delegado Maurício Demetrio, extraídas de um dos celulares apreendidos pelo MP-RJ no ano passado, mostra, segundo os investigadores, o grau de convivência entre os dois no plano de assassinato do bicheiro. Com receio de ser preso, Turnowski pede ajuda a Demetrio. Diante da resposta superficial de Demétrio (“Farei tudo o que estiver ao meu alcance”), Turnowski alerta que, se caísse, o parceiro cairia também, pois “a gente é um CNPJ só”.


Além de Turnowski, que foi chefe da Polícia Civil entre 2010 e 2011 (governo Sérgio Cabral) e secretário estadual do órgão, de 2020 a março de 2022 (governo Cláudio Castro), o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, ex-chefe do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), também foi alvo de mandado de busca e apreensão na residência dele nesta sexta-feira. Ele é candidato a deputado estadual pelo Podemos. Os mandados foram expedidos pelo juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada.


Em nota, a defesa de Turnowski diz que o ex-secretário "não soube até agora o motivo de sua prisão" e alega que a prisão é "um movimento de perseguição política, realizado por um grupo específico infiltrado no Ministério Público. Este grupo não quer que ele seja eleito por medo de ser investigado".


Foi na segunda gestão de Turnowski no comando da polícia do estado que ocorreu a ação policial no Jacarezinho que resultou em 28 mortes, em maio de 2021. Ele sempre defendeu a ação dos policiais, na segunda maior chacina da história do Rio de Janeiro. Na ocasião, um policial civil foi morto. Jair Bolsonaro postou um tuíte na noite da chacina parabenizando a polícia. No texto, Bolsonaro trata os moradores da favela mortos no massacre como "traficantes que roubam, matam e destroem famílias", ocultando que ao menos nove dos mortos não tinham processos criminais.

Selfies em Copacabana

No último 7 de Setembro, Allan Turnowski, vestido de camisa do Brasil (CBF), tirou selfies com Cláudio Castro e Jair Bolsonaro no comício do presidente em Copacabana. O delegado circulou livremente pela área "vip" pedindo votos para a sua candidatura, que tem como slogan "Tolerância zero contra o crime". Seu número de urna termina com 27 - uma referência ao número de mortos da favela na chacina do Jacarezinho.

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