Bolsonaro: "É fator de orgulho para o meu governo"


(Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (15) que a operação da Polícia Federal que encontrou dinheiro escondido na 'bunda' do vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), é "fator de orgulho" para o governo dele.

A declaração foi feita a apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília. A tentativa de esconder dinheiro dentro da roupa foi revelada pela revista Crusoé. Rodrigues nega envolvimento com qualquer ilícito.

"A operação de ontem é fator de orgulho para o meu governo, para o meu ministro Wagner Rosário [da Controladoria-Geral da União] e para a minha Polícia Federal, e não isso que a imprensa está falando agora, que tenho a ver com essa corrupção", disse Bolsonaro.

Rodrigues foi alvo na quarta-feira (14), em Boa Vista, de operação que investiga desvios em aplicação de recursos de combate ao novo coronavírus. Foram encontrados R$ 30.000 com o senador.

Ele se tornou vice-líder do governo no Senado em março do ano passado. Segundo o parlamentar, foi o presidente quem o escolheu para o cargo. Em um vídeo antigo, Bolsonaro aparece ao lado de Rodrigues afirmando que a relação entre os dois era "quase uma união estável", referência ao tempo em que os dois foram deputados federais.

'Não tenho nada a ver com isso'

Ao comentar o caso nesta quinta-feira (15), o presidente buscou se afastar do vice-líder do governo, cargo que tem trânsito livre no Planalto.

"Se um vereador faz algo de errado, não tenho nada a ver com isso", disse Bolsonaro.

Além disso, o presidente criticou a imprensa pela cobertura da operação que encontrou dinheiro na cueca do senador. Segundo ele, a mídia tentou relacioná-lo ao caso.

"Esse caso aí é mais uma mentira da imprensa que quer desqualificar meu governo a todo tempo. Isso chama-se crise de abstinência. Acabaram os milhões de reais para propaganda oficial do governo. Vocês estão quase há dois anos sem ouvir falar em corrupção no meu governo", disse Bolsonaro.

Recentemente, o presidente afirmou que tinha acabado com a operação Lava Jato, pois, como não havia mais corrupção no governo, não haveria mais necessidade dela continuar.

Apesar da fala do presidente, há investigações em curso e denúncias contra membros de sua família, como o inquérito da rachadinha que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Há também uma queixa-crime mandada investigar pelo ministro Luiz Fux, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual Bolsonaro praticava excessos de gastos com combustíveis com recursos da Câmaras quando era deputado - de acordo com levantamento publicado pela agência Sportlight, com base na Lei de Acesso à Informação.


Com a Sputnik

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