Bolsonaro agora quer justificar preço dos combustíveis


Um decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (23) obriga, no prazo de 30 dias, postos de combustíveis em todo o país a informar a composição dos impostos embutidos no preço final cobrado na bomba. Os valores devem ser exibidos ao público em painel em local visível.

A norma, publicada no Diário Oficial da União (DOU), ocorre após Bolsonaro ter reclamado na semana passada de sucessivos aumentos no preço da gasolina, óleo diesel e gás de cozinha, que acumula alta de cerca de 30% apenas em dois meses.

Na última quinta-feira (18), Bolsonaro surpreendeu o mercado dizendo que "alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, vai acontecer". Na sexta, ele anunciou a demissão do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e a nomeação do general Joaquim Luna e Silva para o cargo. No mesmo dia, a empresa perdeu R$ 28,2 bilhões em valor de mercado. Nesta segunda, o mercado reagiu à intervenção e, em poucas horas, a Petrobras perdeu mais R$ 75 bilhões em valor de mercado, além de tombo nas ações e subida do valor do dólar.

Apesar da intervenção na Petrobras, Bolsonaro negou que tenha intenção de mudar a política de preços adotada a partir do governo golpista de Michel Temer.

No "tabelão", com detalhamento do preço do combustível, os donos de postos deverão informar também ao consumidor o preço promocional, o preço real e, quando houver prática de tarifa vinculada a programadas de fidelização, o valor do desconto.

Segundo o governo, o decreto pretende dar clareza sobre o motivo da variação do preço final dos combustíveis para que o consumidor compreenda.

Quanto à política de preços, o decreto não manda os postos informar, mas continuará atrelada ao câmbio, ou seja, à variação do dólar e ao preço do petróleo no mercado internacional, assim como as privatizações de refinarias da estatal deverão seguir o curso determinado pela política econômica do ministro Paulo Guedes, mesmo que isto signifique mais dependência ao mercado externo e o preço dos combustíveis continuará oscilando, à revelia do interesse do consumidor.

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