Bolsonaro agride a imprensa, contrariando nota do ministro da Defesa


Bolsonaro abordou pela manhã, no Alvorada, jornalistas, que não puderam fazer perguntas (Marcello Casal Jr/ABr)

Um dia depois de uma censura pública em nota do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, de respeito à liberdade de imprensa e de apoio à democracia, o presidente Jair Bolsonaro voltou a agredir verbalmente jornalistas e a imprensa, nesta terça-feira, em Brasília, ao negar que tenha algum benefício na troca do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, onde correm inquéritos do interesse de sua família.

Sem nenhum comedimento e sem responder perguntas dos profissionais que o aguardavam para entrevistá-lo na porta do Palácio do Planalto, Bolsonaro gritou com os jornalistas. “Cala a boca, não perguntei nada. Cala a boca, cala a boca!”. E prosseguiu: “Não tenho nada contra o superintendente do Rio e não interfiro na PF”.

Em seguida, o presidente atacou a Folha de São Paulo por ter publicado que a superintendência da PF no Rio é um foco de interesse da família Bolsonaro. "Canalha é elogio para a Folha de S.Paulo", afirmou aos berros.

"O atual superintendente do Rio de Janeiro que o Moro disse que eu quero trocar por questões familiares, não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu, nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente."

De acordo com Bolsonaro, "grande parte (da imprensa) só publica patifaria".


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