Bolsonaro apresenta pedido de impeachment de Moraes


O Palácio do Planalto protocolou nesta sexta-feira, no Senado Federal, o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi recebido pela chefia de gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Nesta semana, Pacheco disse que o processo de impeachment de ministros do STF "não é recomendável", já sinalizando que a ação de Bolsonaro deverá ser infrutífera.

Bolsonaro concentrou seu ataque somente em Moraes, após ter anunciado que pediria o impeachment também do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro assina o texto em que diz que "não se pode tolerar medidas e decisões excepcionais de um ministro do Supremo Tribunal Federal que, a pretexto de proteger o direito, vem ruindo com os pilares do Estado Democrático de Direito. Ele prometeu a essa Casa e ao povo brasileiro proteger as liberdades individuais, mas vem, na prática, censurando jornalistas e cometendo abusos contra o presidente da República e contra cidadãos que vem tendo seus bens apreendidos e suas liberdades de expressão e de pensamento tolhidas".

O pedido foi entregue no Senado algumas horas depois de a Polícia Federal realizar busca e apreensão, solicitada pelo procurador-geral da República (PGR) e autorizada por Moraes, tendo como alvo aliados do presidente, entre os quais o cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ). Na semana passada, Moraes determinou a prisão de outro aliado de Bolsonaro, o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que fez graves ameaças ao ministro.

No início deste mês, Moraes incluiu Bolsonaro como investigado no inquérito das fakenews, a pedido do TSE, após o presidente divulgar informações falsas com ataques ao sistema eleitoral brasileiro.

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