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Bolsonaro assume minuta do golpe e diz que era constitucional


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encerrou o ato convocado por ele mesmo neste domingo (25) na Avenida Paulista com um discurso para milhares de apoiadores, no qual procurou se defender das acusações de tramar um golpe de Estado, no fim de 2022, que visava anular a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se manter no poder.


Bolsonaro está sob investigação da Polícia Federal no âmbito de uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quinta-feira (22), o ex-presidente e seus aliados tiveram que comparecer à PF em Brasília para depor, mas ele ficou em silêncio.


Acuado pelas investigações, Bolsonaro, ao falar em cima de um carro de som na capital paulista, se disse perseguido, reconheceu a existência do documento investigado pela PF como "minuta do golpe", mas negou o planejamento de um golpe de Estado.


"Levo pancada desde antes das eleições de 2018, passei quatro anos perseguido também enquanto presidente da República e essa perseguição aumentou sua força quanto deixei a presidência da República", iniciou sua defesa o ex-presidente.


Segundo Bolsonaro, a minuta encontrada, na qual foi descrito um passo a passo para impedir o mandato do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não pode ser prova de tentativa de golpe uma vez que seria um instrumento constitucional.


"Agora o golpe é porque tem uma minuta de um decreto de estado de defesa? Golpe? Usando a Constituição? Tenham a santa paciência", afirmou.


"Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração, é trazer classes políticas para o seu lado, empresariais, isso que é golpe. Nada disso foi feito no Brasil."


Bolsonaro ainda pediu anistia pelos condenados - até agora o STF condenou um total de 73 golpistas - pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. "O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado", disse.


Correia: reconhecimento de crime

Em sua conta na rede social X, o líder do governo na Câmara, deputado federal Rogério Correia (PT-MG), afirmou que a fala de Bolsonaro para seus seguidores na Avenida Paulista é reconhecimento de que "cometeu crime". Correia lembra que, ao contrário do que diz Bolsonaro, o documento previa a prisão de ministro do Supremo Tribunal Federal - no caso, Alexandre de Moraes, ministro do STF e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


"Bolsonaro admitiu a existência da minuta do golpe e disse que o conteúdo do documento é absolutamente legal, o que é mentira, pois fala até em prender ministro do STF e anular resultado eleitoral. E ainda pediu anistia, ou seja, reconhece que cometeu crime", escreveu Correia, acrescentando que as declarações de Bolsonaro constituem uma confissão pública de crimes, o que pode agravar ainda mais a sua situação perante a Justiça: “Sempre soube que o energúmeno tem língua solta, mas fazer tanta prova contra si é muita burrice". Correia ainda completou: "A prisão está cada vez mais certa pelas provas e confissões públicas. BOLSONARO NA CADEIA”.



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