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Bolsonaro confirma que autorizou Copa América no Brasil


Com os especialistas alertando para uma terceira onda de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira (1º) que, no que depender dele e de todos os ministros, a Copa América será realizada no Brasil. Na segunda-feira, após a Conmebol anunciar que havia escolhido o Brasil como sede da competição, Bolsonaro confirmou que foi consultado pela CBF e conversou com ministros para autorizar a realização do evento no país.

O anúncio da escolha da sede ocorreu após desistência do governo da Colômbia, devido à crise política, e da Argentina, pelas altas taxas de contaminação pela Covid-19 no país.

"No que depender de mim, de todos os ministros, inclusive o da Saúde, já está acertado, haverá [Copa América no Brasil]. O protocolo é o mesmo da Libertadores, da Sul-Americana", disse Bolsonaro a apoiadores.

Supremo quer explicações de Bolsonaro

A decisão gerou severas críticas em razão da pandemia, que já matou mais de 460 mil pessoas no país. O evento é considerado um alto risco sanitário com a chegada de viajantes de países vizinhos, enquanto o mundo tenta controlar a proliferação de novas cepas vindas do exterior.

Entre as reações contrárias, o relator da CPI da Covid no Senado Renan Calheiros (MDB-AL) chamou a posição do governo de "escárnio" e o torneio, de "campeonato da morte". Já a oposição entrou com uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para a suspensão imediata da decisão.

O ministro do STF Ricardo Lewandowski emitiu um despacho pedindo informações ao presidente Jair Bolsonaro sobre a possível realização da competição Sul-Americana no país.

No despacho, Lewandowski considera "a importância da matéria e a emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus, bem como a urgência que o caso requer".

A Copa América está prevista para acontecer entre 13 de junho e 10 de julho.

Auxílio emergencial: 'é só ir no banco e fazer empréstimo'

Ao falar sobre a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial, pago a trabalhadores que estão sem renda devido aos aos impactos da pandemia, o presidente da República disse que quem quiser mais parcelas do auxílio, deve "ir no banco e fazer um empréstimo."

"Nós gastamos em 2020 com auxílio emergencial o equivalente a 10 anos de Bolsa Família. E tem gente criticando, falando que quer mais. Como é endividamento por parte do governo, quem quer mais é só ir no banco e fazer empréstimo", disse Bolsonaro.

Em 2020, o governo gastou R$ 293 bilhões com o pagamento de cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 do auxílio emergencial.

Em 2021, o orçamento foi limitado a R$ 44 bilhões para pagamento de quatro parcelas médias de R$ 250 (os valores oscilam de R$ 175 a R$ 375 de acordo com a composição da família).

O universo de beneficiários foi diminuído de 68,2 milhões de pessoas em 2020, para 45,6 milhões de famílias em 2021