Bolsonaro deixa hospital e minimiza denúncia sobre Pazuello


Jair Bolsonaro fala à imprensa, ao deixar o hospital em São Paulo neste domingo (Reprodução)

Após quatro noites internado para tratar de uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro recebeu alta na manhã deste domingo (18) em hospital de São Paulo. No sábado (17), o médico-cirurgião Antônio Macedo, que acompanha Bolsonaro desde a suposta facada em 2018, disse que o presidente havia apresentado melhora no quadro e já não apresentava mais uma obstrução intestinal. Disse também que o presidente deverá se alimentar com alimentos 'não fermentados' para evitar a formação de gases.

Em entrevista à imprensa na saída do hospital pouco antes das 10h, o presidente falou sobre as suspeitas de corrupção em seu governo. Ao ser indagado sobre o vídeo em posse da CPI da Covid que mostra o ex-ministro Eduardo Pazuello reunido com intermediários da venda de vacinas, Bolsonaro minimizou, responsabilizou lobistas pela denúncia e afirmou ainda que "se fosse propina, ele não gravaria um vídeo".

Sem usar máscara de proteção contra a covid-19, Bolsonaro conversou com jornalistas e voltou a defender o voto impresso nas eleições de 2022 e a criticar a CPI da Covid e as medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus 19 e as mortes.

Vídeo revelado pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que Pazuello negociou com intermediadores a aquisição de 30 milhões de doses da vacina Coronavac pelo triplo do preço praticado pelo Instituto Butantan. Em nota, o ex-ministro negou e afirmou que foi apenas cumprimentar representantes da empresa após reunião com a secretaria-executiva da pasta, comandada pelo coronel Elcio Franco.

“[Brasília] É um paraíso de lobistas, de picaretas. Brasília tudo que há de ruim no Brasil vai lá fazer lobby, tentar tirar proveito. Agora, acredita quem quiser: o nosso governo não gastou um centavo com picareta. Parabéns ao Pazuello, parabéns ao coronel Elcio”, disse Bolsonaro.

Ao criticar a CPI, o presidente disse que “se aparecer uma corrupção em meu governo, serei o primeiro a buscar maneira de apurar isso aí”.

De acordo com depoimento prestado à CPI, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que alertou Bolsonaro no dia 20 de março sobre graves indícios de corrupção nas negociações de vacinas no governo, e não foram tomadas as providências cabíveis. Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal instaurou inquérito criminal para apurar se houve prevaricação do presidente da República no caso.

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