Bolsonaro desafina outra vez na vacinação


A principal preocupação da população brasileira atualmente é que haja vacina suficiente para todos, e o quanto antes. O cantor e compositor Caetano Veloso, de 78 anos, foi vacinado contra a Covid-19 nesta quinta-feira (4) no Rio, e em seguida escreveu em suas redes sociais: "Sempre acho que vacinar-se é o certo". Outro cantor e compositor, não menos famoso, com a mesma idade e mesmo talento, o carioca Paulinho da Viola também recebeu a primeira dose da vacina na capital fluminense e escreveu: "A alegria de ser vacinado hoje contrasta com a tristeza de saber que a cada dia tantas vidas estão sendo perdidas".

Contrastando com Caetano e Paulinho da Viola, também nesta quinta, em Uberlândia (MG), o presidente da república, Jair Bolsonaro, recebido por seguidores na chegada ao aeroporto, em meio a aglomeração, reclamou da pressão que, segundo ele, vem sofrendo para comprar vacinas para a população.

"Tem idiota que a gente vê mas mídias sociais, na imprensa né, que diz 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”, disparou o presidente. “Alguns governadores queriam direito a comprar vacina e quem iria pagar? Eu! Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar”, disse Bolsonaro, que, ao longo do ano passado, apenas insistia em negar a importância da vacina para debelar a pandemia, enquanto Chefes de Estado de outros países encomendavam aos milhões as doses aos laboratórios.

“Impuseram estado de sítio no Brasil via prefeituras. Isso está errado. Estamos preocupados com mortes, sim, mas sem pânico. A vida continua”, emendou o presidente, e ainda continuou: “Os problemas a gente tem que enfrentar, não adianta ir para baixo da cama. Se todo mundo for ficar em casa, vai morrer todo mundo de fome”, afirmou Bolsonaro, um dia depois de o Brasil se ver rebaixado da 9ª para a 12ª posição entre as maiores economias do mundo, isto, em função de o Brasil ter apresentado em 2020 uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) de 4,1%, a maior da série histórica estatística iniciada em 1996.

Por fim, a fala de Bolsonaro contraria a de seu ministro da Economia, que já deixou claro que o Brasil só sairia da crise com a vacinação em massa da população. "A vacinação em massa é decisiva e um fator crítico de sucesso para o bom desempenho da economia logo à frente", afirmou Paulo Guedes, no dia 25 de janeiro deste ano.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi um dos que reagiram indignados contra a fala do presidente, pedindo respeito e decoro por parte de Bolsonaro. "Esse senhor tem o dever de respeitar as mães do Brasil, as famílias das vítimas, os pacientes internados e os profissionais de saúde. Seria prova de decoro mínimo para exercer o cargo mais elevado da nossa Nação. Chega a ser inacreditável".


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