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Bolsonaro diz ao STF que não autorizou vídeo de IA em convenção do PL

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Vídeo gerado por IA, divulgado na convenção do PL, pode ser caracterizado como deep fake (Reprodução)
Vídeo gerado por IA, divulgado na convenção do PL, pode ser caracterizado como deep fake (Reprodução)

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo de inteligência artificial (IA) apresentado na convenção nacional do PL durante o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República, no último sábado (25)..


A reação de Bolsonaro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, exigir explicações formais da defesa sobre o uso de um vídeo gerado por IA simulando um pronunciamento do ex-presidente em favor da candidatura de seu filho.


Pelos advogados, Bolsonaro disse que Flávio foi impedido de visitá-lo após divulgar uma carta nas redes sociais. Por esse motivo, os advogados afirmaram que o ex-presidente não teria como autorizar a produção do vídeo de IA.


"O peticionário encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de trinta dias, enquanto seu filho Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de noventa dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material", argumentou a defesa.


Nesta terça-feira, Moraes deu 48 horas para a defesa esclarecer se ele autorizou o uso de sua imagem e voz no vídeo de IA. Na decisão, o ministro apresenta dois cenários possíveis. Se Bolsonaro autorizou a produção e veiculação do conteúdo, ele poderia ter sua prisão decretada e voltar ao regime fechado, por novo descumprimento das restrições impostas pela Justiça.


No outro cenário, se não houve autorização, o uso da IA de Bolsonaro pode ter reflexos na esfera eleitoral e ser caracterizada como divulgação de deep fake, com possível responsabilização de Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal (PL). A divulgação desse tipo de conteúdo artificial, para associar voz ou imagem a candidato sem autorização, foi proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


“A eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”, disse Moraes, lembrando que Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal e também está proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.


A decisão final sobre eventuais sanções ao PL e a Flávio Bolsonaro cabe agora ao presidente e relator do caso no TSE, ministro Kássio Nunes Marques.

 
 
 
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