Bolsonaro diz que levou "facada nas costas"
- 30 de jun. de 2023
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"Levei uma facada na barriga (em 2018), e hoje levei uma facada nas costas por abuso de poder político." A frase do ex-presidente Jair Bolsonaro, proferida a jornalistas em Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (30/6), resume a sua indignação com a decisão do TSE. Por cinco votos a dois, Bolsonaro foi declarado inelegível durante oito anos, por abuso de poder político ao se utilizar de seu cargo e da estrutura da Presidência da República para, em reunião com embaixadores, e levantar suspeitas infundadas contra o sistema eleitoral brasileiro.

O ex-presidente alegou que sempre agiu "dentro das quatro linhas" da Constituição e afirmou que sua intenção era apenas a de dar mais "camadas de segurança" ao pleito eleitoral, destacando que já defendia o voto impresso desde quando ainda era deputado federal.
"Hoje vivemos aqui uma inelegibilidade. Não gostaria de me tornar inelegível. Na política — essa frase não é minha — ninguém mata, ninguém morre", disse aos repórteres, lembrando do atentado que sofreu nas eleições de 2018.
"Eu acho que o Brasil fica de luto — alguém vai soltar fogos, obviamente. Mas a gente vai continuar trabalhando... não é o fim da direita no Brasil", avaliou.
Bolsonaro disse acreditar que foi julgado por investigações que ainda não foram concluídas — referindo-se ao caso dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro —, e não pela reunião com embaixadores, motivo do julgamento que o tornou inelegível. O ex-presidente alegou que não teve participação nos protestos bolsonaristas contra os resultados das eleições.
Para não perder o costume, aproveitou para acusar o TSE de ter trabalhado contra ele durante o período eleitoral ao proibir que utilizasse a estrutura pública do Palácio do Alvorada para fazer suas tradicionais lives em redes sociais, ou de utilizar imagens e vídeos de evento oficial do 7 de Setembro para o qual convidou seus apoiadores nos programas eleitorais, por exemplo.
*Com informações da Reuters










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