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Bolsonaro diz que só soube das joias 1 ano após entrada no Brasil


(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta quarta-feira (5) na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre as joias milionárias recebidas do governo da Arábia Saudita que ele tentou se apropriar. Em cerca de três horas de depoimento, frente a frente com os delegados responsáveis pelo caso, Bolsonaro afirmou que ficou sabendo da existência das joias sauditas somente em dezembro do ano passado, mais de um ano após elas terem chegado ao país. Segundo o G1, Bolsonaro disse ainda, segundo sua defesa, que não se lembra quem o avisou da apreensão das joias pela Receita Federal. O teor do depoimento está em sigilo e não foi divulgado.


O inquérito da PF apura se Bolsonaro cometeu o crime de peculato ao tentar ficar com as joias, em especial um conjunto, avaliado em R$ 16,5 milhões, que seria destinado à ex-primeira-dama Michelle e foi retido pela Receita Federal em outubro de 2021. Bolsonaro, quando ainda era presidente, tentou de todas as formas recuperar esse conjunto de joias de diamantes, mas não obteve êxito.


Peculato ocorre quando um funcionário público se apropria de dinheiro ou bens dos quais tem posse em razão de seu cargo. A pena varia de 2 a 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.


Antes de seguir para Polícia Federal, nos dias que antecederam o depoimento, Bolsonaro se reuniu com um time de advogados a portas fechadas no escritório do PL, em Brasília, para se preparar para o depoimento, segundo noticiou o Globo.


Para o depoimento de Bolsonaro, a área em frente à PF foi isolada e um forte esquema de segurança foi montado com homens da corporação e da Polícia Militar. Não houve manifestação de apoiadores em frente ao edifício.


Na terça-feira (4) a defesa de Bolsonaro informou ter devolvido a terceira caixa de joias recebida da Arábia Saudita e que foram escondidas em uma fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, no Lago Sul da capital federal, conforme foi revelado pelo Estadão. O ex-piloto é apoiador de Bolsonaro e doou R$ 200 mil ao PL, partido do ex-presidente, nas eleições do ano passado. As joias, incluindo um relógio Rolex raro - avaliado em R$ 800 mil - foram entregues terça-feira à Caixa Econômica Federal.


Os advogados de Bolsonaro já haviam devolvido o segundo estojo de joias, também por ordem do Tribunal de Contas da União, que contém um relógio, uma caneta, abotoaduras, um anel e um tipo de rosário da marca suíça Chopard, avaliados em R$ 500 mil.


As joias não foram declaradas à Receita Federal quando ingressaram no país.

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