Bolsonaro diz ser um 'zero à esquerda' para vencer crise inflacionária


(Foto: PR)

Depois de dizer sobre a disparada de preços e o aumento do dólar que "nada está tão ruim que não possa piorar", o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar da fome e da inflação que assolam o Brasil, e afirmou ser um "zero à esquerda" em economia, reconhecendo a sua incapacidade para vencer a crise inflacionária. Sobre isso, Bolsonaro disse que deposita sua confiança no presidente do Banco Central.

"Por isso, [defendo] o Banco Central independente. Converso uma vez por semana com o Roberto Campos [presidente do BC]. Em economia, sou zero à esquerda. Se o remédio para combater é só aumentar a taxa de juros qualquer um pode ocupar o Banco Central. Ele sabe o que fazer. Tenho confiança nele", disse Jair Bolsonaro.

Na última quarta-feira, o Banco Central elevou a taxa de juros (Selic) pela quinta vez consecutiva, de 5,25% para 6,25%, maior patamar desde julho de 2019. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o BC voltou a reduzir até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A taxa voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica.

A elevação dos juros resulta em taxas bancárias mais elevadas, com impacto maior na linha de crédito para aquisição da casa própria. Além da Selic, o aumento do IOF anunciado na semana passada pelo governo também impacta o custo final dos empréstimos.

O aumento dos juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos, impactando, assim, o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda. Além disso, gera uma despesa adicional com juros da dívida pública, prevista para fechar o ano com recorde de R$ 5,9 trilhões.

Pressionada pela alta dos alimentos, dos combustíveis e da conta de luz, o IPCA-15 atingiu 10,05% em 12 meses encerrados em setembro. O indicador mede as variações de preços entre os dias 15 de cada mês e, por isso, serve como uma prévia do IPCA, usado nas metas de inflação do governo.

Na segunda-feira, em evento de lançamento de nova linha de crédito da Caixa para marcar os mil dias de seu governo, Bolsonaro disse sobre a situação econômica do Brasil que "nada está tão ruim que não possa piorar".

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