Bolsonaro escala Mourão para resolver crise da Universal


Bispo Edir Macedo e Jair Bolsonaro (Reprodução)

Em meio a turbulências envolvendo militares de alta patente no escândalo das negociações de vacinas contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro resolveu acrescentar um novo polo de desgaste na imagem dos militares a serviço do governo, ao escalar o vice-presidente, general Hamilton Mourão, para intervir diretamente na gestão de uma crise privada que envolve denúncias sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola, na África.

Mourão confirmou que esteve com o presidente de Angola, João Lourenço, na semana passada, e que tratou diretamente do assunto, atendendo a um pedido expresso de Bolsonaro.

“Por orientação do PR (presidente da República), conversei com o presidente angolano”, afirmou, numa referência à crise da Universal do bispo Macedo. “A diplomacia está buscando uma forma de fazer com que as partes se entendam", acrescentou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, que destaca que, com as pesquisas sinalizando a erosão do eleitorado evangélico, "Bolsonaro colocou o governo para atuar como mediador de um problema sem nenhuma relação institucional com a República".

Ameaça e perda de milhões de dólares

Desde maio, Edir Macedo já teria enviado recados a Jair Bolsonaro que poderia desembarcar do governo e levar consigo congressistas do Republicanos. A ruptura se daria porque o líder religioso estaria insatisfeito pela não intervenção do governo federal a favor da Universal na crise em Angola.

Reportagem exibida pela TV Record entrevistou o empresário evangélico Renato Cardoso, responsável pela Universal no Brasil e genro de Edir Macedo. De acordo com o site Poder 360, nessa reportagem o genro de Macedo falou em “decepção” e apontou “omissão” por parte do governo Bolsonaro no caso envolvendo conflitos sobre a permanência de pastores da Igreja Universal em Angola e a perda de milhões de dólares.

Por decisão da Justiça angolana, 34 membros da Universal foram deportados do país. A medida foi imposta depois que a instituição religiosa disse ter identificado comportamento impróprio de angolanos e afastado essas pessoas do comando da Igreja Universal do Reino de Deus no país africano.



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