Bolsonaro esteve com ministro da Justiça no dia da ligação

Atualizado: 26 de jun.


Jair Bolsonaro e Anderson Torres (Foto: Marcos Corrêa/PR)

As evidências sobre interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal (PF) no caso da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro se mostram cada hora mais robustas. Neste sábado (25), o portal UOL informou que Bolsonaro se encontrou com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, no dia 9 de junho, mesma data em que Ribeiro fez a ligação comprometedora para a sua filha, relatando que tinha sido alertado pelo presidente sobre a chance de ser alvo de uma busca e apreensão por parte da PF.

A pasta da Justiça e Segurança Pública é a responsável pela Polícia Federal. Neste dia, Bolsonaro viajou com comitiva, que contava com Anderson Torres, o chanceler Carlos França; o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite para a Cúpula das Américas, nos EUA.

Na sexta-feira (24), foi revelado que Milton Ribeiro falou ao celular com a sua filha e contou que recebeu informações de Bolsonaro sobre uma possível ação de busca e apreensão da Polícia Federal.

“A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”, disse o ex-ministro.

“Ele quer que você pare de mandar mensagens?”, perguntou a filha. “Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?”, declarou Ribeiro, que acabou sendo preso na última quarta (22) pela PF, com mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados às investigações sobre suposto esquema de corrupção envolvendo liberação de recursos públicos federais do Ministério da Educação.

Milton Ribeiro foi solto na quinta-feira (23), juntamente com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, após decisão do juiz Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). De acordo com áudio revelado pela Folha de São Paulo em março, Ribeiro diz priorizar prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados pelos pastores Gilmar e Arilton, atendendo a pedido de Jair Bolsonaro.

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