Bolsonaro fará discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU

O presidente Jair Bolsonaro fará amanhã (22/9), o discurso de abertura da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que pela primeira vez na história acontecerá virtualmente. Os chefes de estado e governo enviarão discursos gravados com duração de 15 minutos. Depois de Bolsonaro, será a vez dos líderes dos Estados Unidos, Turquia, China e Chile.

Eskinder Debebe / ONU

A fala do presidente Bolsonaro é aguardada com expectativa. Existem especulações de que ele deverá adotar um tom nacionalista, sintetizando todas as questões, inclusive as crises ambiental e sanitária, em uma só: soberania.


Esse, aliás, também tem sido o tom adotado pelo Itamaraty e pelo chanceler Ernesto Araújo em reuniões com outros países, especialmente os do bloco econômico europeu. Araújo sempre deixou clara sua posição contra o multilateralismo, considerado pelo governo brasileiro um instrumento ideológico.


O discurso antiglobal tem sido usado por diplomatas brasileiros no Conselho de Direitos Humanos, nos debates em Nova York, na OMS e em vários outros espaços de discussões internacionais que tratam de parcerias e acordos entre países.


A defesa da soberania seria uma forma de impedir o que o governo julga ser "ingerência externa", ainda que o Brasil esteja comprometido com outras nações através de tratados assinados anteriormente.


A questão das queimadas na Amazônia e no Pantanal deverá ser minimizada por Bolsonaro. O presidente, aliás, já vem fazendo isso nas redes sociais e nas entrevistas que concede à imprensa, com o coro de outros ministros de estado e do vice Hamilton Mourão. Espera-se, ainda, que ele omita a real situação da Covid-19 no Brasil e, mais uma vez, afirme que o governo tem feito um excelente trabalho no combate à doença, como já disse em outras ocasiões.

A pandemia será o assunto principal a ser tratado pelos participantes da assembleia, mas a crise ambiental, as queimadas, o aquecimento global, os desafios da economia pós-coronavírus e a fome são temas urgentes que estarão na mesa de debates não só da reunião principal, mas também nos encontros das comissões sobre temas específicos.

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