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Bolsonaro faz comício em Londres durante funeral da rainha


(Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou em Londres, no Reino Unido, neste domingo (18) para participar do velório da rainha Elizabeth II. Logo que chegou, o mandatário brasileiro fez comício para apoiadores da varanda da embaixada do Brasil na capital inglesa.


Bolsonaro foi recebido por poucas dezenas de seguidores reunidos no local sob gritos de "mito" e discursou da varanda do prédio público, fazendo campanha para reeleição e prometendo ganhar no primeiro turno.


"Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro. Em qualquer lugar que eu vá, para quem conhece aqui… ontem eu estive no interior de Pernambuco e a aceitação é simplesmente excepcional. Não tem como a gente não ganhar no primeiro turno", disse Bolsonaro, sem nenhum constrangimento diante do clima de velório dominante no Reino Unido.


A declaração foi acompanhada pelo grito de bolsonaristas: "Primeiro turno, primeiro turno".


O discurso do candidato contraria todas as pesquisas eleitorais. Segundo levantamentos recentes de Ipec e Datafolha, Bolsonaro aparece dez pontos percentuais atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. O Ipec, inclusive, indica que uma eventual vitória em primeiro turno seria do candidato da coligação Brasil da Esperança, de Lula.


Depois do comício improvisado, Bolsonaro visitou o caixão da rainha Elisabeth II e assinou o livro de condolências da monarca, que morreu no último dia 8.


A comitiva presidencial ao Reino Unido reúne a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o filho 03 do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o pastor Silas Malafaia, o padre Paulo Antônio de Araújo e um tradutor.


O funeral da rainha está marcado para às 11h, no horário local (7h no horário de Brasília) desta segunda-feira (19). Rússia e China estão entre os países que foram vetados pelas autoridades britânicas de participar do funeral. O Kremlin disse que o presidente Vladimir Putin não tinha intenção de participar.


Lula critica Bolsonaro

Em seu discurso neste domingo em Florianópolis (SC), Lula criticou Bolsonaro por sua viagem a Londres para o funeral da rainha Elizabeth II; voltou a se referir ao presidente como "genocida" e lembrou que ao longo da pandemia de covid-19, quando milhares de brasileiros estavam morrendo, Bolsonaro não compareceu ao velório de nenhuma vítima da doença.


"Não seria melhor que esse genocida tivesse visitado famílias e pessoas que tiveram gente que morreu por covid? Não seria melhor que esse cidadão tivesse falado menos bobagem e tivesse liberado a vacina assim que a ciência mandou liberar? Não seria mais correto esse cidadão ter feito uma reunião, criado um comitê de crise com os cientistas brasileiros? O Brasil tem o Instituto Butantan, o instituto lá no Rio de Janeiro. A gente pode fazer vacina nesse país. Quando teve a gripe H1N1, nós em três meses vacinamos 83 milhões de pessoas. Esse país sempre foi respeitado no mundo pela sua capacidade de vacinação, e no governo desse cidadão ele trocou em poucos meses quatro ministros da Saúde, e o último que ele colocou foi um general. Esse general não conhecia o SUS, não conhecia a Saúde. Esse general resolveu permitir que houvesse um conluio entre uma república de corruptos para tentar cobrar US$ 1 por cada vacina. E a CPI descobriu isso, não é o Lula que está dizendo. Ele, para evitar que o Ministério Público abrisse um processo contra o seu general, fez um decreto dando sigilo de 100 anos. Como ele deu sigilo de 100 anos para a rachadinha, para tudo que acontece de podre no governo dele. Pois bem, a primeira coisa que vamos fazer é revogar os decretos de sigilo. Nós queremos saber o que ele está escondendo", disse Lula.


Com a Sputnik

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