Bolsonaro faz discurso anti-vacinas no último dia do ano


Em mensagem de fim de ano exibida na televisão, na sexta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro criticou a adoção do passaporte da vacina no país e voltou a defender a prescrição médica para a imunização de crianças contra a COVID-19. O pronunciamento foi acompanhado de panelaços registrados em diversas cidades do país.


Apesar do posicionamento do presidente, o Brasil está exigindo o comprovante de vacinação de estrangeiros e de todos os brasileiros e residentes do país que regressarem após viagem a partir de 15 de dezembro, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Alinhado a Bolsonaro, o Ministério da Saúde, comandado por Marcelo Queiroga, retardou a decisão sobre a imunização de crianças de cinco a 11 anos e anunciou que só deverá autorizar a aplicação, no dia 5 de janeiro, após uma consulta pública sobre o tema.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a utilização da vacina da Pfizer em crianças desta faixa etária no dia 16 de dezembro. A imunização deve ser feita com dose pediátrica equivalente a um terço da utilizada em pessoas com mais de 12 anos.

"Não apoiamos o passaporte vacinal, nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar. Também, como anunciado pelo ministro da Saúde [Marcelo Queiroga], defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada", disse o presidente no discurso.

O presidente aproveitou a exibição na TV para fazer um balanço dos seus três anos de governo até aqui. Entre temas como obras, formação de ministérios e suposta ausência de corrupção no governo, Bolsonaro destacou o programa Auxílio Emergencial, pago durante a pandemia, e o Auxílio Brasil de R$ 400, que substituiu o Bolsa Família.


Com Sputinik Brasil

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