Bolsonaro ignora tragédia na Bahia e espera manter férias


Presidente Jair Bolsonaro no litoral catarinense: como no filme 'curtindo a vida adoidado' (Reprodução)

Mesmo diante da tragédia que atinge a Bahia desde a última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue de férias no litoral de Santa Catarina e afirmou nesta terça-feira (28) que espera seguir como está.

“Espero não ter de retornar antes", disse, sorrindo, a apoiadores. A declaração foi gravada e divulgada pelo portal ND Mais, de Santa Catarina. Mais cedo, depois de fazer essa declaração, Bolsonaro, de 66 anos, andou de moto aquática com sua filha, de 11 anos. Na segunda-feira ele saiu para pescar.

Nas redes sociais, Bolsonaro vem recebendo severas críticas por tirar férias e se esbaldar em atividades de lazer enquanto temporais que atingem mais de 100 cidades da Bahia já deixaram 21 mortos, mais de 350 feridos e mais de 50 mil pessoas desabrigadas e desalojadas.

Na semana passada, Bolsonaro passeou em Santos e Guarujá, no litoral Sul de São Paulo.

Por causa da omissão do presidente, a hashtag "Bolsonaro vagabundo" tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter.

A tragédia climática foi classificada pelo governador baiano, Rui Costa (PT), como "o maior desastre já ocorrido na história da Bahia".

A previsão meteorológica é de que os temporais na região persistam nos próximos dias, o que pode piorar os impactos das chuvas.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, uma delegação de 20 bombeiros militares do Distrito Federal (CBMDF) seguiu em direção à base de apoio em Ilhéus para reforçar a atuação no resgate de vítimas. Equipes de sete estados estão no local.

'Solidariedade insuficiente'

O ex-governador da Bahia e atual senador Jaques Wagner (PT-BA) usou as redes sociais nesta terça-feira para cobrar ações concretas do governo Jair Bolsonaro, ressaltando que a presença de dois ministros na Bahia é insuficiente.

“Acompanhei a comitiva de ministros, em Ilhéus. Eles externaram solidariedade, mas isso é insuficiente. Esperamos que ações se concretizem. Suficiente é a combinação de esforços dos governos federal, estadual e municipais para recuperar as estradas e moradias perdidas”, escreveu o senador em sua conta no Twitter, completando ainda: “As palavras consolam, mas é o trabalho que resgata a cidadania. É a maior destruição que já vi. Muito maior que a enchente de 1967. Muitos perderam tudo o que tinham. Cada um deve contribuir como pode.”


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