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Bolsonaro inicia reforma com líder do Centrão na Casa Civil


Isolado e com rejeição recorde nas pesquisas de opinião, o presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira (21) que fará uma reforma ministerial. Durante uma entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro argumentou que a reforma vai ser importante para "continuar administrando o país". Está praticamente acertada a entrega da estratégica Casa Civil a um dos líderes do Centrão, o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Outra medida seria a recriação do Ministério do Trabalho, para aconchegar mais políticos em troca de apoio no Congresso, prática famosa do "toma lá, dá cá". A pasta do Trabalho foi extinta por Bolsonaro logo no início de seu governo, sob alegação de “modernização”.

Bolsonaro reconheceu a situação difícil que vive o seu governo ao afirmar na entrevista que a reforma ministerial vai ser importante para "continuar administrando o país".

O general Luiz Eduardo Ramos, que deixará a Casa Civil, deve ser remanejado para a Secretaria Geral da Presidência, ocupada por Onyx Lorenzoni, que assumiria o Ministério do Trabalho turbinado com novos programas para treinamento e geração de empregos para o mercado informal. No ano passado Lorenzoni fez acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em troca do arquivamento de investigação sobre crime de caixa dois na última campanha eleitoral. No mês passado, sofreu desgaste ao ser acusado na CPI da Covid, por adulteração de documentos, pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF), autor das denúncias de omissão de Bolsonaro perante as suspeitas de superfaturamento na compra das vacinas indianas Covaxin.

O objetivo principal da mudança, no desespero provocado pela queda nas pesquisas, é evitar uma debandada do PP do governo e assegurar seu apoio na tentativa de reeleição em 2022.

A aliados, Ciro Nogueira confirmou que vai assumir a Casa Civil e que o convite foi feito por Bolsonaro esta semana mas as tratativas começaram há quase um mês.

Bolsonaro 'fascista'

O líder do Centrão e provável futuro ministro da Casa Civil já chamou Jair Bolsonaro de fascista. Foi em 2017, quando, na mesma ocasião, o parlamentar também fez elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ele tem um caráter fascista, preconceituoso", afirmou Ciro sobre Bolsonaro.

Ao fazer referência a Lula, o senador afirmou que o petista foi "o melhor presidente da história desse país, principalmente, para o Piauí e para o Nordeste". "Não me vejo votando contra o Lula por tudo o que ele fez, tudo o que ele tirou de miséria do povo", disse o senador.

'Fui atropelado'

“Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem”. Foi assim que reagiu o atual ministro da Casa Civil, general Luis Eduardo Ramos, ao saber que será demitido para dar lugar ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão. A declaração foi publicada pelo Estado de S.Paulo.

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