Bolsonaro invade avião, é vaiado e chamado de 'genocida'


Jair Bolsonaro deixa a aeronave após ouvir vaias e gritos de 'genocida' e 'fora, Bolsonaro' (Reprodução)

Em queda nas pesquisas de opinião, o presidente Jair Bolsonaro resolveu invadir de surpresa um voo comercial e quebrando os protocolos de segurança aeroportuários, no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, nesta sexta-feira (10). A reação dos passageiros do avião não poderia ter sido pior para o presidente. Foi vaiado, chamado de genocida e saiu quase enxotado pelos gritos dos passageiros de "fora, Bolsonaro". Irritado com os protestos, o presidente reagiu com deboche: "Vocês estão bem hoje, hein? Quem fala 'fora, Bolsonaro' devia estar viajando de jegue, não de avião. É ou não é? Para ser solidário ao candidato deles", disse.

Jair Bolsonaro teria feito referência ao ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, quando disse "ao candidato deles".

Bolsonaro foi à capital do Espírito Santo para uma cerimônia de entrega de casas populares. Ao chegar no aeroporto, o presidente tirou a máscara de proteção, o que não é permitido no estado por conta da pandemia da covid-19.

Esta foi a primeira vez, desde o início de seu mandato, que Bolsonaro visitou o estado.

Bolsonaro seguiu para São Mateus, onde participou de uma cerimônia de entrega de casas populares. Foram entregues 434 casas. O empreendimento custou R$ 36,4 milhões e demorou 11 anos para ser entregue. Durante a cerimônia, o presidente plantou uma árvore.

Queda nas pesquisas

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira mostra o ex-presidente Lula vencendo com mais folga Jair Bolsonaro numa disputa pela Presidência no segundo turno. Lula cresceu de 42% para 45% e abriu nove pontos de vantagem sobre Bolsonaro - a diferença era de dois na última pesquisa -, que caiu de 40% para 36%.

No primeiro turno, Lula tem quatro pontos de vantagem. Saltou três pontos desde o último levantamento, indo a 32%, enquanto Bolsonaro perdeu um ponto e chegou a 28%.

Segundo a pesquisa, 50% consideram a administração federal ruim ou péssima, um ponto percentual a mais que no levantamento de maio. O número é o pior desde o início do governo, junto com maio de 2020.

58% disseram confiar nas Forças Armadas. Em dezembro de 2018, a confiança era de 70%.




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