Bolsonaro mandou prender mulher que o xingou em rodovia


(Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

A ordem de abordagem que resultou na prisão de uma mulher, de 40 anos, que protestou contra o presidente Jair Bolsonaro, no município de Resende, no Rio de Janeiro, partiu do próprio ocupante do Palácio do Planalto. De acordo com publicação da Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (29), a informação consta do Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que integravam a escolta oficial.

No B.O. os policiais afirmaram que Bolsonaro estava na Rodovia Presidente Dutra por volta de 9h da manhã do último domingo (29) quando a mulher, que estava no banco do passageiro de um carro, o viu acenando para os motoristas e o xingou. Os agentes também afirmaram que a abordagem do veículo foi feita "mediante determinação do próprio sr. Presidente" após a mulher ter gritado “palavras de calão direcionadas a ele, mais especificamente berrou ‘Bolsonaro filho da p..., em atitude de tamanho desrespeito". A mulher proferiu contra Bolsonaro também um insulto homofóbico, chamando-o de "noivinha de Aristides", um sargento que teria sido instrutor de judô de Bolsonaro quando ele era cadete na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) - revelação que teria sido feita pelo senador Jarbas Passarinho, ex-ministro na ditadura militar, que desprezava Jair Bolsonaro.

A mulher então foi enquadrada nas "devidas cominações legais”, e que os demais ocupantes do veículo foram “qualificados”. Consta ainda no B.O. que "diante das informações obtidas, foi constatada, em princípio, ocorrência de injúria com causa de aumento de um terço na pena por ter sido cometida contra o Sr. Presidente da República".

A mulher, cujo nome não foi divulgado, foi levada para a delegacia da Polícia Federal de Volta Redonda e liberada após prestar depoimento e se comprometer a comparecer perante à Justiça.

Nesta segunda-feira, as hashtag #NoivinhadoAristides #xingamento são um dos assuntos mais comentados do Twitter após vir à tona a prisão.

Confira a seguir alguns comentários na rede social, dentre os quais os do senador Rogério Carvalho, o cantor Falcão, a ex-deputada federal Manuella D'Ávila.


Jair Bolsonaro na época da Academia Militar das Agulhas Negras (Reprodução/arquivo pessoal)

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