Bolsonaro mente a líderes do G20 sobre sua popularidade


Foto: Alan Santos/Pr

Mandatário brasileiro respondeu a perguntas do presidente turco sobre "situação no Brasil", e ignorou presença de Olaf Scholz, um dos nomes mais cotados para se tornar primeiro-ministro da Alemanha.


O encontro do G20 começou neste sábado (30), em Roma, na Itália, contando com a presença de vários chefes de Estado para discutirem questões sobre mudança climática, pandemia da COVID-19 e recuperação econômica.


O presidente Jair Bolsonaro, durante um intervalo na antessala do encontro, fez questão de cumprimentar seu homólogo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e ignorou presença de Olaf Scholz, um dos nomes mais cotados para se tornar primeiro-ministro da Alemanha.


Em rodinha com líderes, Bolsonaro mentiu sobre economia, sobre sua popularidade, críticou a imprensa, atacou a Petrobrás e ainda elogiou os militares.


​Em a breve conversa com Erdogan, Bolsonaro passou uma série de informações ao presidente turco quando o mesmo lhe perguntou sobre "a situação do Brasil". O presidente brasileiro disse que a economia estava "voltando forte", mesmo com o país afundado em profunda crise econômica.


O mandatário brasileiro também relatou a Erdogan que "a mídia, como sempre, atacando; mas estamos resistindo bem. Não é fácil ser chefe de Estado em qualquer lugar do mundo", e disse que tem "um apoio popular muito grande", embora a pesquisa Datafolha aponte que 54% dos brasileiros desejam que o mesmo sofra impeachment.


Erdogan não concordou nem discordou, apenas mudou de assunto e afirmou que o Brasil "tem grandes recursos petrolíferos", citando a Petrobras. Bolsonaro respondeu que a estatal "era um problema" e que há pouco "era uma empresa de partido político", mas que seu governo "mudou isso".


Ao longo dos dois minutos de conversa, o chefe do Executivo brasileiro não fez nenhuma pergunta sobre a Turquia a Erdogan e ignorou Olaf Scholz, o social-democrata que deve se tornar primeiro-ministro da Alemanha e estava no mesmo grupo de conversa.


Bolsonaro não lhe dirigiu nenhuma palavra e algum tempo depois virou de costas e passou a conversar com Boris Johnson.

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