Bolsonaro mente sobre Crivella ao anunciar apoio


Ao anunciar oficialmente seu apoio à reeleição do prefeito do Rio de Janeiro, em transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite de quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mentiu sobre o histórico do ex-senador Marcelo Crivella (Republicanos).

"Estou aqui [diz o presidente, segurando um panfleto de campanha do candidato] com o Crivella. Conheço ele há muito tempo. Foi deputado federal comigo, depois foi ser senador, prefeito do Rio de Janeiro", disse Bolsonaro.

Marcelo Crivella nunca foi deputado federal, sequer se candidatou ao cargo algum dia. Sua estreia na política foi em 2002, sendo eleito senador, e depois foi reeleito em 2010, tendo exercido seu mandato até 2016, quando foi eleito prefeito.

Em seu discurso, Bolsonaro também lembrou que Crivella serviu durante oito anos no Exército e que, quando era senador, apresentou uma proposta que permitiu a profissionais de saúde das Forças Armadas acumularem cargos civis.

Isso é verdade, mas, quanto à proposta que permitiu a militares acumularem cargos civis na área de saúde, a PEC 122/2011 foi aprovada em agosto de 2013, quando Crivella era ministro da Pesca no governo do PT. Portanto, trata-se de um mérito a ser dividido com o governo, que deu apoio à Proposta de Emenda Constitucional apresentada pelo senador, dois anos antes.

Em sua fala de apoio à reeleição de Crivella, Bolsonaro elogiou também o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que hoje lidera as pesquisas, se referindo a ele como um "bom administrador" - tanto Crivella como Paes são investigados por supostos crimes de corrupção.

Sem citar o nome da candidata-delegada, Bolsonaro atacou indiretamente Martha Rocha (PDT), que cresceu e está empatada numericamente com Crivella: "O tal do Ciro Gomes [ex-ministro e líder do PDT] falou que se ela ganhar vai ser chefe da Casa Civil dela. Terrível, né".

Em nenhum momento, nem o ex-ministro nem a candidata confirmaram que esta hipótese seja verdadeira.


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