Bolsonaro oficializa candidatura e ataca ministros do Supremo


(Foto: João Werneck/Sputnik)

Convenção do Partido Liberal (PL) lançou oficialmente a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição neste domingo (24). Evento ocorreu pela manhã, no Maracanãzinho.

A entrada para o evento foi gratuita, sendo necessário apenas se inscrever em um site para obter o ingresso. Porém, segundo a organização, eleitores de partidos de oposição se inscreveram no site para tentar esvaziar o evento. Diante disso, a organização informou que decidiu liberar a entrada sem ingresso. Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao evento.

Participaram os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP), Hélio Lopes (PL-RJ), Daniel Silveira (PTB-RJ), Onyx Lorenzoni (PL-RS) - que na última sexta-feira (22) foi anunciado pelo PL como candidato da sigla ao governo do Rio Grande do Sul -, o senador Romário (PL-RJ), os ex-ministros da Saúde e da Infraestrutura, respectivamente, Eduardo Pazuello e Tarcísio de Freitas, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello.

No evento, Bolsonaro narrou sua trajetória, falou sobre a pandemia, criticou a política de lockdown, à qual se referiu como "fique em casa e a economia a gente vê depois", e levantou bandeiras antigas de sua campanha de 2018, como o combate ao comunismo e a defesa da religião. Não se contendo, Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), chamando os ministros da corte de "surdos de capa preta". Bolsonaro convocou seus seguidores para uma manifestação no 7 de Setembro e falou ainda sobre a negociação com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir o fornecimento de fertilizantes ao Brasil.

"Botei o Braga Netto dentro do avião, e fomos conversar com o Putin. Conversei por três horas com ele. A três metros de distância e sem máscara. A negociação de interesse dos nossos povos. Dois meses depois, aportaram no Brasil 26 navios com fertilizantes", disse Bolsonaro.

Em dado momento, Bolsonaro passou o microfone para a primeira-dama, Michele Bolsonaro, a quem chamou de "mulher virtuosa". Michelle discursou por cerca de 15 minutos, em um tom religioso.

Durante a convenção, foi confirmado o nome de Walter Braga Netto para vice na chapa de Bolsonaro. "O vice é a solução dos problemas, não pode conspirar contra você. Eu escolhi um general do Exército brasileiro. Vocês conhecem muito bem pela ocasião da intervenção no estado do Rio de Janeiro. Ele fez um trabalho fantástico no Rio de Janeiro", disse Bolsonaro.

Braga Netto foi ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro em 2020; em 2021, ele ocupou o cargo de ministro da Defesa. Este ano, ele deixou a Pasta e passou a atuar como assessor especial da presidência da República, sendo exonerado em julho.

Nenhum dos políticos presentes foi chamado para discursar, nem mesmo o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto. Condenado e preso no escândalo do mensalão, Costa Neto foi colocado em uma das cadeiras mais afastadas do local destinado a Bolsonaro. Outro político do Centrão mantido à distância de Bolsonaro foi o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, condenado e preso no mensalão do DEM.

Apesar das companhias e de bancar o "orçamento secreto" com distribuição de verbas para o Centrão no Congresso, Bolsonaro ainda discursou: "Não tem jeitinho no nosso governo. Três anos e meio sem corrupção".


Com a Sputnik

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