Bolsonaro ordenou retardar números da Covid-19


Jair Bolsonaro na inauguração de hospital campanha contra Covid-19, em Águas Lindas, Goiás (Agência Brasil)

A ordem para retardar a divulgação dos boletins diários sobre a disseminação do coronavirus no país partiu direto do presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com uma fonte no alto escalão do governo, a decisão é permanente e, a partir de agora, a divulgação será apenas às 22 horas. A informação, publicada pelo TODA PALAVRA nesta quarta-feira (4), foi confirmada nesta sexta pelo Correio Braziliense.

A estratégia da Presidência é evitar que os dados estejam disponíveis no horário dos telejornais noturnos, período em que as televisões têm maior audiência, pois muitos dos brasileiros estão em casa. Mesmo sem anúncio oficial, a ordem foi dada para que os dados sejam enviados à imprensa apenas no final da noite, mesmo que estejam prontos às 19 horas.

Segundo o jornal, a intenção de atrasar a divulgação dos dados existe desde a gestão do ex-ministro Luís Henrique Mandetta. No entanto, à época, o titular da pasta se recusou a acatar a ordem alegando que geraria forte impacto na resposta a pandemia.

Na gestão Mandetta, uma coletiva de imprensa era realizada no Palácio do Planalto, todos os dias, às 17 horas. Além de responder a perguntas e dar um panorama da situação, Mandetta levava para o encontro sua equipe técnica.

Esses eventos estão cada vez mais escassos. Atualmente, o titular da pasta é o general Eduardo Pazuello, que não tem formação na área de saúde, nem mesmo experiência no setor. No entanto, ele não resiste as ordens e interferência do presidente, mesmo que contrarie especialistas e o próprio corpo técnico do ministério - conclui o jornal.

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