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Bolsonaro pode inaugurar obras do PAC como suas


Bolsonaro, no Ceará, inaugura trecho da obra do Rio São Francisco do governo Lula/Dilma (Isac Nóbrega/PR)

Das 33 obras que o presidente Jair Bolsonaro promete inaugurar no segundo semestre, nada menos que 25 foram planejadas nos governos Lula e Dilma, duas começaram a ser executadas no governo golpista de Michel Temer e apenas seis saíram do papel no atual governo, sendo que algumas já eram discutidas nas gestões passadas. "As obras rodoviárias representam mais da metade do pacote de entregas, mas apenas uma das 18 intervenções foi inteiramente conduzida pelo atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas —a construção da ponte sobre o rio Paranaíba, na BR-235/PI, entre as cidades de Santa Filomena, no Piauí, e Alto Parnaíba, no Maranhão. O restante fez parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado pelo governo do PT em 2007", aponta um levantamento feito pela Folha de S. Paulo publicado neste domingo (30). “Nenhum programa novo”

O presidente tem tratado essas obras como realizações de seu governo e a intenção é viajar pelo menos duas vezes por semana para cumprir esse cronograma de inauguração. Isso apesar da pandemia do coronavírus, que já infectou quase 3 milhões de brasileiros e matou mais de 120 mil em aproximadamente seis meses.

Com as inaugurações, o presidente tenta aproveitar a onda de popularidade que conseguiu com o auxílio emergencial de R$ 600 que foi oferecido a milhões de brasileiros por conta da pandemia. Mas, conforme o jornal, a agenda de inaugurações para ser espalhada nas correntes bolsonaristas está provocando críticas de alguns governadores, como o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). “Não há obras iniciadas por ele. Nenhum programa novo. Ele só está visitando obras alheias e mudando nome de programas já existentes”, criticou o governador na entrevista.

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