Bolsonaro recua e mantém lutos decretados por antecessores


(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Dois dias depois de anular ao menos 25 decretos de luto oficial decretado por seus antecessores, e diante repercussão negativa de seu ato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recuou e anunciou por meio de suas redes sociais que tornará sem efeito as revogações dos atos "independente do governo que os decretou ou da personalidade homenageada".

O anúncio foi feito no sábado. Segundo Bolsonaro, haviam sido revogados 122 decretos relacionados a luto, sendo 25 no governo dele.

"Tendo em vista o apelo popular para que todos esses Decretos permanecessem vigentes, em respeito à história e à memória dos falecidos, tornarei sem efeito as revogações dos 122 atos, independente do governo que os decretou ou da personalidade homenageada", disse Bolsonaro, que citou também lutos revogados em 1991, no governo Collor, entre eles, os dos ditadores Emílio Garrastazu Médice (falecido em 1985) e Castello Branco (falecido em 1967).

Entre os lutos oficiais revogados por Bolsonaro, e agora tornado sem efeito, estavam os do ex-arcebispo emérito de Recife e Olinda dom Helder Câmara, Padre Cícero, Frei Damião, do ex-governador Rio de Janeiro Leonel Brizola e do educador, antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro.

Na semana passada, Bolsonaro decretou luto oficial pela morte do escritor de extrema direita, Olavo de Carvalho, guru e ideólogo do bolsonarismo.

Em seu governo, Bolsonaro declarou luto oficial apenas duas vezes - o outro foi pelo ex-vice-presidente Marco Maciel - e ignorou a morte de diversas personalidades e de vítimas da pandemia, já chamada por ele de "uma gripezinha".

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