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Bolsonaro requenta programas sociais de Lula

Renda Brasil e Casa Verde e Amarela são os novos nomes do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida. Os programas sociais de Lula requentados pelo atual governo serão lançados pelo presidente Jair Bolsonaro amanhã (terça, 25/8), em uma tentativa de alavancar sua popularidade e pavimentar o caminho para as eleições de 2022.


Além da troca de nomes dos projetos, o governo fez pequenas mudanças nos modelos anteriores. No Renda Brasil, por exemplo, acrescentou prêmios de meritocracia a bons alunos e jovens esportistas.


Outra frente do pacote a ser anunciado por Bolsonaro é em infraestrutura. O governo prepara uma proposta ao Congresso para usar ao menos R$ 5 bilhões para obras hídricas ainda neste ano.


Cobertor curto


O novo pacote social do governo terá três fases, que dependerão da anuência do Congresso. Transferência de renda com o fim do aumento emergencial de R$ 600 e aumento dos beneficiários do Bolsa Família; o programa de emprego "Carteira Verde Amarela" e a implantação do "imposto negativo"; e a desoneração da folha de salários das empresas (redução dos encargos sobre salários pagos a empregados).


O ministro da economia Paulo Guedes vai apresentar hoje (24/8) ao presidente Jair Bolsonaro todas as propostas de mudança na área social. Uma delas é considerada crucial para que o governo ganhe apoio dos eleitores de baixa renda: garantir a elevação do benefício médio atual do Bolsa Família de R$ 190 para R$ 247 no Renda Brasil, e aumentar também o número de beneficiados. Para isso serão necessários R$ 52 bilhões anuais.


Para garantir o custo, Guedes pretende acabar com outros programas que considera ineficientes. São eles: o abono salarial (um salário mínimo pago para o trabalhador que recebe até dois pisos); o salário-família (pago a trabalhadores formais e autônomos que contribuem para a Previdência Social, de acordo com o número de filhos); seguro defeso (pago a pescadores no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida); e a Farmácia Popular (promove distribuição gratuita de medicamentos de uso comum, mas é considerado ineficaz porque beneficia todas as famílias, independentemente da renda).