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Bolsonaro usa 'espiões' na Petrobrás para pressionar diretores


(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ex-militares colocados em postos-chave na Petrobrás pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com salário de R$ 55 mil mensais e outras vantagens, atuam como "espiões" e exercem pressão para troca de diretores seguindo as orientações do governo.

Com o valor elevado dos combustíveis e todas as consequências econômicas advindas do aumento, a Petrobras tem deixado Bolsonaro em maus lençóis, sobretudo em relação à política com vistas à reeleição. Isso tem feito Bolsonaro promover trocas de chefia e constantemente declarar que interferirá na política de preços da estatal, ficando só na ameaça.

De acordo com reportagem do Globo, Bolsonaro conta com uma "equipe de espiões" para fazer pressão em três diretores que ele deseja substituir. Esses "parceiros" são ex-militares que o presidente colocou em postos-chave na companhia. São os assessores da presidência da Petrobras Carlos Victor Nagem e Angelo Denicoli, além do gerente-executivo de segurança, Ricardo da Silva Marques - todos chamados na empresa de "dedos-duros de Bolsonaro".

O coronel Ricardo da Silva Marques foi quem repassou a Bolsonaro, no auge da pandemia da covid, um documento falsamente atribuído ao Tribunal de Contas da União, que supostamente demonstrava que 50% das mortes registradas no Brasil por covid-19 teriam ocorrido por outros motivos.

Neste momento, conforme relatos de quatro executivos e ex-executivos da petrolífera que conversaram com a reportagem nos últimos dias, quem mais trabalha pela troca de diretores de relações institucionais e de tecnologia são Nagem e Denicoli.

Ainda segundo a reportagem, também “pesa na decisão o fato de que na área de relações institucionais são feitos todos os contratos de publicidade da companhia. Nos últimos três anos, a Petrobrás aplicou R$ 100 milhões em campanhas”. Para a outra área cobiçada pelos "espiões" de Bolsonaro", a de tecnologia, o candidato preferido é o ex-diretor da Gol Paulo Palaia, amigo pessoal de Denicoli e igualmente seguidor de Jair Bolsonaro”, salienta o texto.

Na Petrobras, os diretores são indicados pelo presidente, mas precisam ser ratificados pelo conselho de administração. O mandato é de dois anos, com possibilidade de ter até três reconduções. Portanto, para conseguir demitir todos esses diretores, Bolsonaro precisa da concordância do presidente da companhia, ou então demiti-lo.

Para isso, ele já trocou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, por Aldolfo Sachsida, afinado com o bolsonarismo, e pretende também substituir o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Rodrigo Araújo.

Os preços praticados pela Petrobrás são baseados na política de paridade de preço internacional (PPI), criada por Michel Temer logo após o golpe do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff em 2016. Bolsonaro manteve a mesma política, que agrada o mercado e os acionistas, maiores beneficiários diretos pela disparada de preços, juntamente com o governo federal. Somente no último trimestre, a Petrobrás distribuiu R$ 45,8 bilhões em dividendos aos acionistas, grande parte de estrangeiros. Já a União multiplicou a arrecadação nos últimos três anos com os lucros crescentes da estatal, da qual ainda é a sua maior acionista.

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