Bolsonaro: sigilo de 100 anos sobre acesso dos filhos ao Planalto


O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) (Reprodução)

O governo Jair Bolsonaro impôs sigilo de 100 anos sobre informações referentes aos crachás de acesso ao Palácio do Planalto expedidos em nome dos filhos do presidente.

Em documentos públicos enviados à CPI da Covid em julho, a Presidência da República assumiu a existência dos cartões usados pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para acessar a sede do governo.

O documento do Planalto determina que “as informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos”.

A revista Crusoé conseguiu, por meio da Lei de Acesso à Informação, uma resposta oficial da Secretaria-Geral da Presidência, que alega que “as informações solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do senhor Presidente”.

O filho 02, vereador do Rio de Janeiro, é apontado como gestor das contas do pai nas redes sociais e responsável pela divulgação de um sem número de notícias falsas, tendo sido investigado inclusive no inquérito das fakenews no Supremo Tribunal Federal. Ele tem acesso livre ao terceiro andar do palácio e ao próprio gabinete da Presidência, conforme planilha da Casa Civil.

O 03, Eduardo, esteve no gabinete presidencial em três oportunidades, todas em abril de 2020.

Diante da revelação, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) levantou dúvidas sobre o que há de relevante para esconder sobre a entrada e saída dos filhos de Bolsonaro no Planalto.

"Bolsonaro impõe sigilo de 100 anos aos crachás de acesso dos filhos ao Planalto. O que a Familícia quer esconder?", escreveu em rede social.

Nesta semana, a vice-presidente do STF, ministra Rosa Weber, manteve a quebra do sigilo telefônico e telemático de Carlos Eduardo Guimarães, assessor de Eduardo Bolsonaro e apontado como um dos integrantes do "gabinete do ódio", grupo ligado ao Palácio do Planalto com o objetivo de fazer ataques e disseminar mentiras.


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