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Bombadão agora diz que é perseguido por comunistas


Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), cumpre prisão e responde a processo no Conselho de Ética (Reprodução)

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso em flagrante desde 23 de fevereiro por ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), prestou depoimento no Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira (2). Participando da sessão por meio de transmissão online, o deputado bombadão disse que está sendo perseguido por "partidos comunistas".

"São processos espetaculosos, sempre de partidos comunistas, que defendem pautas nefastas. Mas nós, do conservadorismo, nunca entramos com nenhum processo contra eles. Eles querem pagar de puritanos, mas nos acusam de fascistas e milicianos", disse o deputado bolsonarista, sem citar o vídeo no qual fez ameaças aos ministros do STF e apologia ao AI-5 (Ato Institucional 5), instrumento da ditadura que fechou o Congresso, o STF e as assembleias legislativas e acobertou torturas e outras ilegalidades do regime militar.

Silveira referia-se aos seis partidos que apresentaram ao Conselho de Ética um pedido de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. O documento foi assinado por PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede, afirmando que Silveira "extrapola de sua imunidade, rompe criminosamente os deveres de que seu mandato impõe e ofende, também de maneira criminosa, o Supremo Tribunal Federal, os ministros do Supremo e a própria democracia brasileira, estimulando a violência e fazendo apologia ao golpe militar".

Ainda em seu depoimento virtual nesta terça, Silveira disse que estava sem condições de exercer sua defesa plenamente, já que está preso em Batalhão da Polícia Militar - a unidade prisional, em Niterói, é conhecida como Sítio do Picapau Amarelo desde a década de 1990, quando bicheiros do Rio de Janeiro lá ficaram presos com ampla mordomia.

"Infelizmente estou com os braços atados, com essa prisão ilegal, inconstitucional", reclamou Silveira, que, segundo foi divulgado, tem chorado quase todos os dias na prisão.

No Conselho de Ética, o relator do caso é o deputado Fernando Rodolfo, do Partido Liberal (PL-PE). Rodolfo, citado pelo Globo, declarou que a Constituição não dá respaldo ao que Silveira fez no vídeo que motivou a prisão.

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