Boxe é o que tem mais medalhas para o Brasil em Tóquio


(Foto: Wander Roberto/COB)

Nenhuma outra modalidade garantiu mais medalhas para o Brasil nos Jogos de Tóquio até o momento quanto o boxe. Nesta terça-feira, 3, Abner Teixeira (91kg) encerrou sua participação com o bronze e Beatriz Ferreira (60kg) assegurou o terceiro pódio para o país na competição – Hebert Conceição ainda disputa a semifinal da categoria até 75kg nesta quinta-feira (5), com grandes chances de avançar até a disputa do ouro - ele já garantiu o pódio por avançar para as semifinais (não há disputa pelo bronze no boxe).

Bia abriu a sessão noturna na Kokugikan Arena sem tomar conhecimento da uzbeque Raykhona Kodirova. A campeã mundial venceu a luta por unanimidade, com os árbitros apontando 10 x 9 para a brasileira nos três rounds. Ela é uma das favoritas ao ouro. Com isso, o Brasil já tem três medalhas garantidas na modalidade.

“Já consegui a mãe de todas, agora só falta mudar a cor dela", disse a atleta, que já tem um bronze assegurado e tenta chegar à final. "A meta é ouvir o meu hino no alto do pódio. Treinei muito e imaginei várias vezes estar aqui numa semifinal. É uma mistura de sensações. Estava concentrada na luta, mas também me divertindo”, completou Bia, que encara a finlandesa Mira Potkonen na semifinal.

Abner, por sua vez, tinha uma luta bem mais complicada, diante de um dos melhores pugilistas da atualidade: o cubano Julio Cesar de la Cruz, campeão olímpico no Rio 2016 e tetracampeão mundial. O brasileiro foi bem, mas perdeu em decisão dividida dos árbitros. Apesar da derrota, Abner ficou com o bronze e conquistou a primeira medalha olímpica de um peso pesado nacional.

"(O adversário) É um cara que assisto há muito tempo, é campeão mundial desde 2011. Enfrentar ele foi muito legal, uma experiência incrível. Infelizmente acabei perdendo a luta, mas foi um sonho. Estava muito focado ali na luta e tentando ganhar em todos os momentos. Faltou um pouco de soltura, mas foi uma boa experiência. Acho que ele vai permanecer na categoria, então espero encontrá-lo mais vezes. Gostei da parte física. Estava com gás, velocidade e força. Faltou um pouco de soltura, mas foi um detalhe. Vou voltar para a academia e corrigir isso", afirmou o pugilista, que comemorou a boa fase da modalidade.

"Estamos prontos para qualquer coisa. Temos campeão mundial, cara desconhecido cheio de gana. O Brasil hoje é uma potência no boxe", afirmou.

Em outro duelo entre Brasil e Cuba, Wanderson Oliveira (63kg) acabou derrotado nas quartas de final para Andy Cruz, bicampeão mundial e campeão pan-americano.


Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro

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